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Schumacher : "Com pequenos passos...", diz família pela 1ª vez 09 Janeiro 2020

Corinna Schumacher falou pela primeira vez à imprensa sobre o estado de saúde do ex-heptacampeão de F1, por ocasião dos seis anos do fatídico dia 30 de dezembro de 2013 em que que Michael Schumacher sofreu um acidente que lhe causou danos irreversíveis a nível cerebral.

Schumacher :

A esposa do ex-piloto explica, dando voz à iniciativa Keep Fighting, Michael, que todos continuam a lutar pela recuperação do atleta.

"As grandes obras começam sempre com pequenos passos. Muitas pedras pequenas podem formar um grande mosaico. Juntos somos mais fortes e é por isso que lançamos o movimento Keep Fighting para encorajar outros. Sempre defendi que nunca devemos desistir e continuar sempre a lutar quando há a mínima chance".

"Michael está nas melhores mãos e estamos a fazer todos os possíveis para o ajudar. Seguimos apenas a vontade de Michael de manter um tópico sensível como a sua saúde em privado", rematou Corinna.

Parecer de neurocirurgião

O Motorsport.com publicou na mesma ocasião, na segunda-feira passada, o parecer do neurocirurgião italiano Nicola Acciarri.

O médico transalpino ressalva: "Devo ser extremamente cuidadoso, porque ninguém tem a certeza sobre tudo o que se diz publicamente. Há muito pouca informação, logo, é difícil perceber de que base clínica se deve partir".

Nicola Acciarri prosseguiu assim: "Está claro que, imaginando a situação de Schumacher, seis anos depois do acidente, devemos imaginar uma pessoa muito diferente daquela que recordamos das pistas, com um estado de alguém que esteve sempre sob assistência intensa, muito tempo acamado, com marcas orgânicas, musculares e esqueléticas muito alteradas e, eventualmente, deterioradas. Tudo em consequência do trauma cerebral que sofreu".

Sobre o tratamento de cardiologia com células-mãe, a que o ex-piloto foi submetido em outubro último, para melhorar o estado do seu coração, Acciarri considera-o normal nestas patologias, nas quais o tratamento principal não é tanto uma grande recuperação, mas a manutenção dos órgãos vitais.

"Eu diria que sim, porque as condições de Michael exigem atenção de 360 graus, que não diz apenas respeito aos resultados de trauma cerebral. ’Schumi’ terá pessoas que tentarão interagir com ele para mantê-lo ativo, mas também terá uma equipa de fisioterapeutas capazes de movimentá-lo e evitar os efeitos dos cuidados prolongados", disse.

"Estou-me a referir à atrofia muscular, distúrbios tendinosos, osteoporose e até alterações orgânicas, numa situação muito, muito delicada que, no caso de pessoas menos favorecidas do ponto de vista económico, geralmente resulta num fim precoce, por causa das consequências irreversíveis podem surgir", concluiu.

Fontes: Referidas/ Relacionado: Séptuplo campeão mundial F1, Michael Schumacher hospitalizado em Paris, 21.set.019; Schumacher visto pela 1ª vez desde coma de 2013 — Recuperação milagre?, 8.mar.019.

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