AUTÁRQUICAS 2020

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Brava: Clóvis Silva ambiciona com uma nova visão criar riquezas e combater o desemprego na ilha 09 Outubro 2020

Clóvis Silva, candidato do PAICV à presidência da Câmara Municipal da Brava nas eleições previstas para o dia 25 de Outubro, tem como ambição estabelecer com os munícipes, um programa com « uma nova visão de transformar a Brava numa ilha produtiva, que possa permitir a criação de riqueza na ilha e assim combater a pobreza o desemprego e a inatividade». O jovem político tambarina está esperançado em vencer as eleições do próximo dia 25, assumindo o comando da Câmara local. Confira as metas do candidato na entrevista, que publicamos a seguir.

Brava: Clóvis Silva ambiciona com uma nova visão criar riquezas e combater o desemprego na ilha

Quais são as principais motivações da sua candidatura ao cargo do Presidente da CMB?

A situação social da ilha e a degradação de alguns índices como os referentes à pobreza que atinge mais de 40% da população, do desemprego que está em 13%, acima da media nacional, da pobreza extrema, que está em 18,8%, e da inatividade que atinge o absurdo valor de cerca de 70% de nossa população.

Com que visão irá concorrer à Câmara Municipal?

Com uma visão de transformar a Brava numa ilha produtiva, que possa permitir a criação de riqueza na ilha e assim combatermos a pobreza o desemprego e a inatividade.

Quais são as ideias forças da sua Plataforma Eleitoral?

O investimento municipal na empresarialização de setores produtivos, a reativação do associativismo, a promoção social, a distribuição de recursos pelas comunidades para o equilíbrio no desenvolvimento local e o forte investimento na juventude.

Desafios e potencialidades da ilha

Na sua ótica, quais são os principais desafios da sua equipa, se vencer as eleições?

A falta de oportunidade, e, portanto, o desemprego, a precariedade da saúde que não está acessível para todos, a falta de vitalidade e dinamismo social e claro os transportes.

Quais os principais problemas verificados e que considera como obstáculos no desenvolvimento do município ao longo da gestão do atual presidente?

O principal obstáculo é a inexperiência nacional e internacional da atual equipa, salvo o devido respeito, falta capacidade de mobilização e falta visão que permita verificar um setor e investir nele parte do capital público para que a brava se torne cada vez menos dependente do governo, qualquer governo que seja.

Que ações e mecanismos vai utilizar para convencer os munícipes para votar na sua equipa durante as campanhas, sabendo que desta feita não haverá comícios, devido à Covid-19?

Faremos contactos pessoais, cientes da necessidade do distanciamento adequado, entregaremos informações resumidas por cada zona e localidade, utilizaremos as redes sociais e carros de som para publicitarmos nossas ideias, e sempre que possível, pequenas reuniões com coletividades até o limite imposto para tal.

Enquanto munícipe e candidato à Presidência da CMB, fala-nos das potencialidades que o concelho dispõe para alavancar a economia, da ilha e do Concelho, em particular?

O Município tem imensas oportunidades de investimento municipal, a começar pelo mar, que nos permite sua exploração para fins comerciais e assim gerar postos de trabalho e riqueza para reinvestimento. De seguida a pecuária e depois a agricultura, mas há mais: A extração de inertes, a reciclagem de plástico, a produção de queijo, a produção de carne, etc etc.

Plataforma eleitoral e prioridades

Como pretende materializar a sua Plataforma Eleitoral?

Com mobilizaçao, já temos parceiros que tem “know how” nos setores que pretendemos investir e iremos alinhar os interesses destes com os do município, mas antes de mais lançaremos concursos públicos nestes setores e caso não houver interessados o faremos com aqueles que já nos manifestaram interesse ou, caso desistam, com recurso ao capital público e assim cumprirmos com o nosso objetivo

Caso venha a ser eleito Presidente da Câmara, aponte as prioridades para desenvolver a ilha da Brava?

Queremos antes de mais nada, apoiar os mais pobres instalando um Banco Alimentar na Brava com sede em Nossa Senhora do Monte, e usaremos nossos recursos para combater a pobreza, de seguida, iniciaremos a planificação estratégica para a exploração das potencialidades do nosso mar para gerar emprego e oportunidade e dinamizar o nosso comercio interno, ao mesmo tempo criaremos mais dois serviços ligados diretamente com a juventude, o IMCA (instituto municipal de cultura e artes) e o SEMAD (serviço municipal de angariação de materiais desportivos). Pois cultura e desporto tem que ser habitual na brava. Mas há muito mais.

Quantos vereadores prevê profissionalizar, caso vença as eleições?

O máximo permitido por lei, por mim todos eles. Quatro anos para nós será de superintenso trabalho, não há descanso para ninguém, não haverá desvios nem distrações para ninguém. Quem me conhece sabe bem do que falo.

Se sair derrotado, qual será a sua prestação junto da Câmara Eleita e para a ilha Brava, em geral?

Se perder continuarei na oposição a cumprir com o meu papel de fiscalizador como aliás tenho feito há anos.

Novas políticas para habitação, agricultura e pescas

A habitação, a urbanização e a preservação do património histórico carecem de uma política mais acertada. Quais serão as suas prioridades relativamente a esta problemática?

A atual política de habitação, para nós, somente não cumpriu com o seu papel porque não foi feita com isenção, transparência e rigor, pois houve oportunidade de se fazer um bom trabalho, por isso nos seremos rigorosos. A urbanização não tem planificação alguma, há muita conversa e pouco resultado, há instrumentos aprovados até pela assembleia municipal e pelo governo para ordenamento territorial e precisam ser implementados. Especificamente quanto ao nosso património histórico, este de nada nos tem servido pois não há sequer preservação que seria o básico, para fins vários, até turístico, nós o incluiremos num instituto para a sua preservação e melhor uso.

Que politicas para o sector primário (agricultura, pecuária, pesca), e para a Cultura e turismo?

Estes setores para nós serão para direto investimento municipal, para que empresas municipais ou em parceria PPP façam o papel de intermediários para a sua exploração visto que desde a criação do nosso município nunca privados mostraram qualquer interesse neles, por isso temos a obrigação de ocupar este espaço. Sem a produção de riqueza não se acaba com a pobreza. Portanto em todos estes setores teremos empresas a pensar na sua exploração para que possamos nos tornar cada vez menos dependentes do governo. Vamos exercer a nossa autonomia enquanto município.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project