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INE: Comércio Externo evoluiu positivamente em 2018 03 Novembro 2018

Os dados provisórios sobre o comércio externo apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE-CV) mostram que, no 3º Trimestre de 2018, tanto as importações, como as exportações e as reexportações tiveram evolução positivas, de (14,1%), (40,6%) e (31,0%), respectivamente, em relação ao período homólogo. No mesmo período, o deficit da balança comercial aumentou cerca de 12,1%, e a taxa de cobertura aumentou em 0,3 pontos percentuais (p.p.).

INE: Comércio Externo evoluiu positivamente em 2018

Exportações por Zonas Económicas, principais clientes e bens

Suportando nos dados do relatório, sabe-se que no 3º Trimestre deste corrente ano, as exportações de Cabo Verde totalizaram 1.814 mil contos, correspondendo a um acréscimo de 40,6% face ao mesmo período do ano transacto (+524 mil contos). No período em apreço, a Europa continua sendo o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo cerca de 98,5% do total das exportações cabo-verdianas, comparativamente ao mesmo período do ano anterior. Já as exportações para os outros continentes foram de montantes pouco expressivos, embora tenham crescido para a América, conforme o INE-CV.

Relativamente aos países com os quais Cabo Verde mantém relações comerciais, constata-se que a Espanha lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde, representando, no 3º Trimestre de 2018, cerca de 82,6% do total das exportações. Portugal ocupa o segundo lugar na estrutura das exportações, com 15,2%, diminuindo 3,8 p.p., em relação ao mesmo período do ano anterior.

O documento revela ainda que entre os produtos exportados por Cabo Verde, no período em análise, os preparados e de conservas lideram o ranking, com 57,8%, tendo os peixes, crustáceos e moluscos, ocupado o segundo lugar, representando 21,4% e, os vestuários, ocupam o terceiro lugar com 8,5%, em relação ao valor registado no mesmo período do ano anterior. “Estes três produtos representaram, no período em análise, 87,7% do total das exportações de Cabo Verde. Dos produtos destacados, as bebidas alcoólicas registaram uma evolução negativa de (-81,0%), comparativamente aos montantes registados no 3º Trimestre de 2017.

Importações por Zonas Económicas, principais fornecedores e bens

Em 2018, as importações de Cabo Verde registaram-se um acréscimo de 14,1%, face ao mesmo período do ano anterior. Nesta classe, o continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 80,3% do montante total, contra 77,3% do mesmo período do ano transacto, o que permite dizer que as exportações deste continente para Cabo Verde, aumentaram 18,6%, no período em análise.

Registou-se, por outro lado, aumentos no montante das importações provenientes da América (20,4%) e o Resto do Mundo (23,8%), uma redução que teve como origem, África (-7,2%) e Ásia (-14,2%), comparativamente ao período homólogo.

Entre os fornecedores de Cabo Verde, Portugal ocupa o primeiro posto, com 37,5%, em segundo lugar a Espanha, com 14,8%, seguido de Países Baixos e Bélgica com 6,7% e 6,4%, respectivamente, do total das importações, conforme a nossa fonte.

Constata-se que, dos principais fornecedores, China, França, Brasil e Itália, registaram evoluções negativas de -18,6%, -28,7%, -8,6% e -73,6%, respectivamente, no 3º Trimestre de 2018, em comparação com o mesmo período do ano transacto.

De salientar que dos dez principais produtos importados (Combustíveis, Reactores e Caldeiras, Máquinas e Motores, Ferro e Suas obras, Veículos Automóveis, Cimentos, Leite, Materiais têxteis, Bebidas alcoólicas e Óleos e Azeites), atingiram 49,3% do montante total das importações do país, contra os 52,2% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo.

Analisando a evolução no período em apreço, verifica-se, segundo o INE-CV, que, com excepção de Reactores e Caldeiras (-28,3%), Leite (-19,4%) e Óleos e Azeites (-4,3%), todos os outros produtos evoluíram positivamente, face ao mesmo período de 2017.

Importações por Grandes Categorias de Bens

A análise das importações por Grandes Categorias de Bens mostra que, no 3º Trimestre de 2018, todas elas evoluíram positivamente, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme o Relatório.

De ressaltar que Cabo Verde, como sendo um país de parcos recursos naturais, sente-se obrigado a importar a maioria dos bens de que necessita, pois deste modo as estatísticas revestem-se de uma “importância incontornável” na avaliação da evolução conjuntural e estrutural da economia do país.

Celso Lobo

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