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Santiago Sul: Liderança regional do PAICV mostra-se preocupado com o aumento da criminalidade na região 04 Agosto 2021

A Comissão Política Regional do PAICV (oposição) em Santiago Sul mostra-se preocupada com o aumento de casos de criminalidade na região. Para o membro daquela estrutura Óscar Rodrigues, pelo menos na cidade da Praia, Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, a situação da criminalidade tem vindo a agravar-se nos últimos meses — assaltos violentos com morte à facada e armada de fogo são frequentes, sobretudo na Capital.

 Santiago Sul:  Liderança  regional do PAICV  mostra-se preocupado com o aumento da criminalidade na região

"Frequentemente, as populações de bairros da periferia da Capital, nomeadamente, Safende, Vila Nova, Paiol, Eugénio Lima, Achada Grande Trás e Salineiro, Ribeira Grande de Santiago, viram o seu sossego perturbado e suas vidas em risco, fruto de frequentes tiroteios, nomeadamente nos finais de semana", aponta.

Óscar Rodrigues refere numa nota de imprensa que a atual maioria, em 2014, prometeu “Tolerância zero à Criminalidade”, caso viesse a merecer a confiança dos cabo-verdianos. "E ao conseguir os seus intentos, em 2016, fez aprovar, através da Resolução n.º 144/2017, de 06 de dezembro, o Programa Nacional de Segurança Interna e Cidadania, assente em três princípios, designadamente intervenção de proximidade, intolerância às incivilidades e prevenção e reação criminal, visando uma ampla e profunda reforma institucional».

No entanto, apesar dos propósitos enunciados, neste documento "estruturante", e da promessa de “Tolerância zero à criminalidade”, refere que, a título de exemplo, dados do Relatório do Conselho Superior do Ministério Público apontaram que, só no ano judicial 2019/2020, o país registou 285 processo por crimes de homicídio.

"E, hoje, em 2021, com o mandato renovado, o governo do Movimento para a Democracia (MpD) deve estar ciente que a hora é de arrepiar caminhos, superar as lacunas na implementação de diretivas e, ao mesmo tempo, definir novas estratégias que passam, impreterivelmente, pelo reforço dos mecanismos de prevenção, combate e reinserção, visando diminuir os números da criminalidade, de per si, preocupantes e geradores de instabilidade social", recomenda a mesma fonte.

Óscar Rodrigues aponta que, pelo menos, em Santiago Sul, nomeadamente na cidade Praia, Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, a situação da criminalidade, tem vindo a "agravar-se" nos últimos meses. "Mais, recentemente, e fruto da violência que grassa na Região de Santiago Sul, face a uma aparente apatia das forças policiais, duas vidas se perderam, sendo uma no Bairro da Várzea e outra na Localidade de Salineiro. Dois jovens, sendo um deles, vítima de uma briga entre gangues rivais, gangues estes que, um pouco por todo o lado, têm promovido verdadeiras batalhas campais", indica.

Segurança pública deve ser uma prioridade máxima

A Comissão Política Regional do PAICV para Santiago Sul defende que a segurança pública tem de ser uma prioridade máxima e recomenda que devem ser tomadas todas as medidas necessárias que garantam que um País e uma Região, enquanto destinos seguros e atrativos, se "afiguram de essencial relevância" para a estabilidade económica e social.

Sendo assim, a CPRSS entende que, face à dependência do País e da Região, relativamente ao turismo, o alarme social relacionado com o aumento da criminalidade é "péssima publicidade". "E quem vive em Santiago Sul ou quem visita a Região tem de se sentir seguro e nada a temer", acautela.

A Comissão exige uma presença mais visível das forças de segurança nas ruas, de modo a constituir-se em fator de dissuasão e o policiamento de proximidade, bem como os sistemas de videovigilância devem ser alargados às periferias, onde os focos de conflito estejam mais "latentes".

Por outro lado, Óscar Rodrigues frisa ainda que a melhor forma de prevenir e combater a violência e a criminalidade é mediante uma aposta séria na Educação, com particular destaque para a Formação Profissional, e na criação de postos de trabalho dignos, desideratos que devem ser prioritários para o Governo.

"Ademais, a persistência de um clima de insegurança será fatal para a qualidade da nossa democracia e para a própria sustentabilidade das finanças públicas", conclui a CPR do PAICV em Santiago Sul, citado pela Inforpress.

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