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Guiné-Bissau: Comité central do PAIGC quer recandidatura de Domingos Simões Pereira a terceiro mandato 23 Janeiro 2022

O comité central do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pediu a Domingos Simões Pereira, atual líder daquela formação partidária da Guiné-Bissau, para se recandidatar a um terceiro mandato.

Guiné-Bissau: Comité central do PAIGC quer recandidatura de Domingos Simões Pereira a terceiro mandato

Nas resoluções da reunião extraordinária do comité central do partido, reunido quinta-feira, e divulgadas hoje à imprensa, aquele órgão do PAIGC encoraja Domingos Simões Pereira a "preparar e apresentar uma moção de estratégia ao décimo congresso do partido, visando concluir o seu projeto de sociedade, iniciado no congresso de Cacheu".

Segundo a Lusa, o comité central aprovou também uma moção de confiança naquele sentido, na qual refere que a recandidatura de Domingos Simões Pereira à liderança do PAIGC responde aos "anseios e às aspirações da maioria esmagadora dos militantes do partido, que continuam a rever-se no seu projeto", que visa a "estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau".

O congresso do PAIGC realiza-se, em Bissau, entre 17 e 20 de fevereiro.

Domingos Simões Pereira ainda não anunciou se vai recandidatar-se a um terceiro mandato.

Críticas às delcrações do PR}

Conforme a fonte referida, o comité central do PAIGC criticou também as declarações do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, considerando-os como "tentativas de ameaças descabidas e de ingerência antidemocráticas e inconstitucionais na vida interna do partido, pondo em causa a luta pela consolidação de um Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau".

O chefe de Estado disse terça-feira que caso Domingos Simões Pereira vença o congresso do PAIGC e ganhe as legislativas de 2023 não o nomeará primeiro-ministro, porque aquele não o reconhece como Presidente da Guiné-Bissau.

O comité central do PAIGC apelou também aos subscritores de uma carta aberta enviada ao presidente do PAIGC, na qual criticam os seus mandatos à frente do partido, para "reconsiderarem a sua posição, enquanto membros do comité central, respeitando escrupulosamente os procedimentos estatuários, sob pena de incorrerem em processo disciplinar em conformidade com o regulamento disciplinar", escreve a Lusa.

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