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Comunicação Social: Janira Hopffer Almada diz que “liberdade de imprensa está a ter ataques gritantes em Cabo Verde” 09 Junho 2018

A presidente do maior partido da oposição, Janira Hopffer Almada disse, em declarações hoje à Inforpress, que a liberdade de imprensa está a ter “ataques gritantes” em Cabo Verde, com “especial incidência na televisão pública”.

Comunicação Social: Janira Hopffer Almada diz que “liberdade de imprensa está a ter ataques gritantes em Cabo Verde”

Conforme realçou Janira Hopffer Almada, “muitas vezes, o PAICV não tem sido ouvido pela Televisão de Cabo Verde (TCV) em matérias de interesse nacional, na qualidade do maior partido da oposição” e que “várias visitas para abordagem de questões que interessam aos cabo-verdianos” não têm a devida cobertura da estação pública.

“Basta ver o alinhamento dos noticiários transmitidos pela televisão pública de Cabo Verde para se entender que não se está a cumprir os deveres da imparcialidade e isenção que a Constituição lhe impõe”, advertiu Janira Hopffer Almada, sublinhando que o seu partido já apresentou várias denúncias, mas que “muitos não acreditaram…”.

Todavia, sublinhou que agora são conhecidos casos em que os próprios jornalistas denunciam constrangimentos à liberdade de imprensa, sem esquecer que o próprio relatório do Departamento de Estado norte-americano “acabou por referir que há claramente a intervenção do Governo nos órgãos públicos de comunicação”.

Entretanto, diz que faz uma “devida justiça” afirmando que não tem notado nenhuma discriminação por parte da Rádio de Cabo Verde.

Mas, lembrou ainda, a propósito da situação da comunicação social no país, a descida de Cabo Verde no Ranking de liberdade de imprensa.

“De facto, é preciso notar que num Estado de Direito Democrático, a televisão pública não pode ser instrumento de campanha da maioria”, disse ainda a líder do PAICV citando um caso ocorrido há dias em que um jornalista apresentou uma queixa à Agencia de Regulação da Comunicação (ARC) contra a postura do director da televisão pública.

“Já são factos demais para não levarem a devida responsabilização que a matéria precisa”, realçou, sublinhando estar ciente de que “a ARC ponderará e tomará as decisões que entender mais apropriadas, com base na lei”.

Nesse rol de reclamações contra a televisão pública, a Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI) acaba de apresentar também uma queixa na Autoridade Reguladora para a Comunicação Social e ao provedor de Justiça, alegando “censura”.

Em nota enviada à Inforpress, a JPAI justifica que a televisão pública não compareceu a uma conferência de imprensa que esta organização juvenil realizou no Mindelo, no dia 28 de Maio, para apresentar o resultado da visita de trabalho que realizaram à ilha apara aferir sobre a situação social e política em São Vicente. Fonte: Inforpress.

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