ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Confiança dos empresários cabo-verdianos em máximos de 21 meses - INE 03 Fevereiro 2022

O ritmo de crescimento económico na perceção de confiança dos empresários cabo-verdianos voltou a crescer no quarto trimestre de 2021, atingindo o valor mais alto dos últimos 21 meses, após mínimos provocados pela pandemia, segundo dados oficiais.

Confiança dos empresários cabo-verdianos em máximos de 21 meses - INE

De acordo com o Indicador de Clima Económico, com dados do inquérito à conjuntura aos agentes económicos, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano, num momento de crise provocada pela pandemia de covid-19 e ainda com reduzida retoma da procura turística, a perspetiva continua a ser favorável.

"O ritmo de crescimento económico continuou a acelerar no 4.º trimestre de 2021, o indicador registou o valor mais alto dos últimos sete trimestres consecutivos [21 meses], evidenciando que o clima de negócios é favorável", lê-se no relatório.

Este indicador, que tinha fechado o último trimestre de 2020 em quase 15 pontos negativos (o valor mais baixo em mais de cinco anos), melhorou ligeiramente ao longo de 2021, deixando de estar em terreno negativo desde o terceiro trimestre, pela primeira vez desde o início de 2020, antes da pandemia de covid-19.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística - setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

O Governo cabo-verdiano previa anteriormente um crescimento económico entre 6,5 e 7,5% do PIB em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, tendo admitido em janeiro um cenário de 7,2% de crescimento, mantendo-se a previsão de 6% em 2022, e após a recessão histórica de 14,8% em 2020.

Sobre o setor do turismo, o indicador de confiança do INE constatou que de outubro a dezembro "contrariou a tendência ascendente dos últimos trimestres, evoluindo positivamente face ao trimestre homólogo, indicando desta forma que a conjuntura no setor não é favorável nem desfavorável".

"Os empresários apontaram as dificuldades financeiras e a insuficiência da procura como sendo os principais obstáculos do setor nesse trimestre", refere o INE.

Já no comércio em estabelecimento, o indiciador de confiança "manteve a tendência ascendente" dos últimos trimestres e apresenta uma conjuntura igualmente favorável, apesar da "rutura de ’stock’" e dos "preços de venda demasiado elevados".

O setor dos transportes e serviços auxiliares também é analisado neste indicador, com o INE a concluir que no quarto trimestre "inverteu a tendência ascendente do último trimestre, mas evoluiu positivamente face ao trimestre homólogo".

"A conjuntura no setor não é favorável nem desfavorável. De acordo com os empresários, outros fatores (relacionados com a covid-19) e a insuficiência da procura, foram os principais constrangimentos do setor no decorrer do 4.º trimestre de 2021", aponta-se no estudo.

A Semana com Lusa

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project