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Congresso de Autarcas do PAICV: Oposição quer que 2020 seja o início de um novo ciclo político de romper com prática de colocar todos ovos no mesmo cesto 28 Setembro 2018

Contribuir para que o processo autárquico de 2020 seja o início de um novo ciclo político para romper com a prática, registada nas últimas eleições de 2016, de colocar os ovos no mesmo cesto – um Presidente, um governo, uma maioria do MpD com mais 20 das 22 câmaras municipais – é, segundo um dirigente tambarina, o que a liderança de Janira Hopffer Almada pretende com o II Congresso dos Autarcas do PAICV, que arranca, esta sexta-feira, no Palácio da Assembleia Nacional, na Praia. A estratégia, prossegue a mesma fonte, vai ser sensibilizar os eleitores para a descentralização e o equilíbrio de poderes, votando sobretudo nas listas do PAICV, dos outros partidos da oposição e dos grupos de independentes. Tudo «em protesto ao actual Governo de promessas incumpridas de Ulisses Correia e Silva».

 Congresso de Autarcas do PAICV: Oposição quer que 2020 seja o início de um novo ciclo político de romper com prática de colocar todos ovos no mesmo cesto

Esperado com alguma expectativa, cerca de 200 pessoas - entre eleitos municipais, dirigentes nacionais, convidados de partidos amigos da Europa e África, representantes das estruturas partidárias e das organizações próximas do PAICV - participam neste II Congresso dos Autarcas do maior partido da aposição, que começa, hoje,28, prolongando-se até domingo, no Palácio da Assembleia Nacional, na Capital.

Em entrevista à Inforpress, o deputado do PAICV, Américo Nascimento, que está à frente da organização deste evento, afirmou que o congresso será o início de uma caminhada de preparação para as próximas eleições que se avizinham, principalmente as autárquicas, nas quais querem reverter a situação de oposição em que o partido está em 20 dos 22 municípios do país.

“É o início de uma caminhada e de trabalhos tendo em vista às próximas eleições. Uma grande caminhada começa de véspera e estamos a fazer uma preparação, um trabalho planificado com algum tempo de antecedência. O objectivo é fazer uma preparação atempada para as autárquicas e obviamente ter um melhor resultado do que tivemos em 2016”, afirmou o deputado nacional que já foi autarca durante dois mandatos na Ribeira Brava, São Nicolau.

Ou seja, segundo uma outra fonte, o desafio é contribuir para que o processo autárquico de 2020 seja o início de um novo ciclo político de romper com a prática, registada nas últimas eleições de 2016, de colocar todos ovos no mesmo cesto – um Presidente, um governo, uma maioria do MpD com 20 das 22 câmaras municipais do país a dirigir. A estratégia, prossegue o interlocutor deste jornal, vai ser no sentido de sobretudo sensibilizar os eleitores para a descentralização e equilíbrio de poderes, votando principalmente nas listas do PAICV, dos outros partidos da oposição e dos grupos de independentes.

«Para conseguir tal desiderato, o PAICV, além de concorrer com listas próprias em determinados concelhos, pode negociar apoios a vários movimentos civis independentes, que vêm protestando contra os fracos resultados do actual Governo de promessas incumpridas de Ulisses Correia e Silva e das Câmaras governadas pelo MpD, que mais aparecem um prolongamento do governo. Isto diante do enganoso slogan «Juntos (Governo e Câmara) somos mais fortes», que está a pôr em causa a autonomia do Poder Local», pontua a fonte referida.

Convidados internacionais e inovações políticas

Em nota remetida ao Asemanaonline, o PAICV anuncia que este II Congresso do Autarcas do partido, cuja abertura será feita pela líder Janira Hopffer Almada, deverá ser uma ocasião de aprendizagem crítica e coletiva, e de preparação para o futuro e o momento de arranque do processo. Tudo com vista à uma boa performance nas Eleições Autárquicas de 2020, com a formulação de novas ideias, novos processos e formas inovadoras de políticas, para melhores caminhos de sucesso, face aos desafios em mutação permanente, na perseguição de comunidades locais com inclusão social, económica, espacial e qualidade de vida ambiental.

«Com vista à materialização deste desiderato, a agenda de trabalhos prevê dois momentos. O primeiro, denominado de CONFERÊNCIA INTERNACIONAL, é consagrado à apresentação, por conferencistas representantes de partidos amigos estrangeiros e moderado por personalidades nacionais, que será de partilha da sua experiência em importantes domínios, tais como: Experiência de organização das Juntas de Freguesia; Experiência de Governação Territorial – Modelos e Organização do processo eleitoral autárquico», lê-se na nota.

Já o segundo momento, que será dedicado à Agenda Autárquica de 2020 e que constitui a “espinha dorsal” do II CONGRESSO DOS AUTARCAS, consistirá na apresentação e discussão de temas importantes da atualidade, por conferencistas nacionais. O objectivo é busca dos melhores caminhos e das melhores respostas para os desafios que o PAICV terá de enfrentar em 2020, tendo em vista o fortalecimento das lideranças nacionais, regionais e locais, para a modernização das Regiões, dos Sectores e do Estado.

«Espera-se que, do II Congresso, saiam órgãos da Associação dos Autarcas do PAICV reforçados, empenhados na retribuição aos eleitores da confiança depositada nas urnas, mas, por extensão, na afirmação do PAICV como alternativa qualificada nos próximos embates eleitorais e um Partido mais disponível para abertura à sociedade e com perspetiva de se abrir à participação reforçada de Independentes nas próximas eleições», destacou.

Segundo o comunicado, o II Congresso dos Autarcas do PAICV deverá ainda ser despoletador de um processo contínuo de aprendizagem para novos patamares de desenvolvimento local e do país. Isto tendo em vista o “papel relevante que os municípios representam para a afirmação do PAICV como partido societário”, promotor da cidadania e da participação democrática e, por esta via, do desenvolvimento local económico e social de Cabo Verde.

Referindo-se às 200 pessoas do congresso, a organização destaca convidados que chegarão do estrangeiro. São os casos dos representantes do Partido Socialista Português (PS), incluindo do PS Madeira, do Partido Comunista Português (PCP), do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, da presidente da Câmara de Amadora, Carla Tavares, que deverão participar como conferencistas.
Internamente destaca-se a participação dos vários eleitos municipais, da cúpula do partido, presidentes das comissões políticas regionais, dos primeiros secretários e representantes da juventude e da Federação das Mulheres do PAICV que vão abordar temas à volta das questões autárquicas.

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