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Conjugicídio: Portugal pede extradição de fugitiva condenada por matar noivo com gelo seco — Está detida na cidade da Praia 24 Setembro 2022

Em 2016, o Supremo de Portugal confirmou a pena de dezassete anos de prisão por homicídio qualificado, após um erro judicial colocar em libertade Fernanda Baltazar, professora de 35 anos enquanto aguardava novo julgamento.

Conjugicídio: Portugal pede extradição de fugitiva condenada por matar noivo com gelo seco — Está detida na cidade da Praia

O crime ocorreu na casa onde vivia o casal, no Parque das Nações em Lisboa, na véspera de Natal. Fernanda Baltazar comprou gelo seco a pensar já no crime que veio a consumar com a intoxicação por dióxido de carbono até à morte de Hugo Oliveira, de 34 anos de idade.

A defesa da arguida por uma equipa de advogados recorreu ao Supremo, alegando um erro judicial. A instância superior concordou em repetir o julgamento.

Entretanto a professora retomou o seu lugar na escola. Mas quando foi procurada para cumprir a pena confirmada pelo STJ, ela tinha fugido. Ano e meio depois de emitido um alerta interpol, a fugitiva foi detida em Cabo Verde, na quinta-feira 22.

Comunicado da PJ

Segundo informa a autoridade judiciária portuguesa, a colaboração entre as autoridades judiciárias portuguesas e cabo-verdianas resultou na "localização e detenção mediante cumprimento de mandado de detenção internacional, de uma mulher portuguesa, com 41 anos de idade, condenada pela prática de um crime de homicídio qualificado, ocorrido em 24 de dezembro de 2016 na cidade de Lisboa, sendo vítima o seu companheiro, indivíduo também português com 25[sic] anos de idade".

A nota da PJ informa que a arguida agora localizada foi detida, "tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva, na vigência da qual foi condenada em primeira instância a pena de prisão de 17 anos".

Segundo as autoridades, "após múltiplos contactos entre os serviços da Polícia Judiciária portuguesa e a Polícia Judiciária de Cabo Verde, veio a ser possível a localização da arguida" e a sua detenção.

"Aguardam-se agora os trâmites legais relativos à extradição da arguida para Portugal, para cumprimento do remanescente da pena de prisão em que foi condenada".

Fontes: SIC/CM/CNN

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