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Conselho de Redação da TCV repudia declarações do director da televisão pública 03 Setembro 2020

O Conselho de Redação (CR) da Televisão de Cabo Verde (TCV) repudiou hoje as declarações do director daquele órgão, publicadas num jornal ‘on-line’ considerando-as “levianas, descabidas e próprias de quem desconhece os princípios do decoro institucional”.

Conselho de Redação da TCV repudia declarações do director da televisão pública

Na nota citada pela Inforpress, os conselheiros da TCV afirmam que António Teixeira, ao reagir à notícia que dá conta de questionamentos de alguns jornalistas em relação à nomeação de um jornalista para a coordenação do Departamento de Informação da TCV, sem a auscultação prévia do Conselho de Redação, “procura enlamear a dignidade de todo o colectivo da estação que ele mesmo dirige”.

Os mesmos justificam, citando declarações de António Teixeira, como “a maior parte dos jornalistas da TCV não produzem, apenas laboram três a quatro horas por dia e auferem salários de noventa mil escudos, etc”.

“E a mais grave e caricata de todas as declarações proferidas é o director afirmar, sem nenhum pejo, que “a maior parte dos jornalistas da TCV, em vez de jornalismo, fazem política”, lê-se.

“O director conhece esses jornalistas e durante os últimos 4 anos em que vem assumindo a Direção da TCV, nunca fez algo para repor a normalidade no funcionamento da Estação Pública de Televisão?”, questionam.

Prosseguindo, os membros da CR da TCV acrescentam que ao invés de reportar tais anomalias aos órgãos competentes, leva-as à Comunicação Social, numa “clara violação da ética profissional” e do cargo que ocupa.

Para os subscritores, é de todo “reprovável” que um dirigente vá ao ponto de revelar “informações sensíveis” da vida interna de uma instituição pública, nomeadamente respeitantes aos salários, à organização dos turnos de trabalho, ao regime de produção e à prestação/avaliação dos jornalistas, “com o intuito apenas de ferir a dignidade dos profissionais da Estação”.

“Os membros do Conselho de Redação da TCV desafiam o senhor director da TCV, a bem da verdade (…), a apontar os nomes desses tais jornalistas improdutivos e desses tais jornalistas que “fazem política em vez de jornalismo “conforme referiu. Como é possível um director da Estação Pública de Televisão proferir tais declarações, que lesam a imagem da instituição e continuar ainda na direcção?”, acrescentam.

Escrevem os conselheiros que “claro está que o director da TCV lida mal com a diferença e com questionamentos e há exemplos q.b que demonstram esta constatação, e são do conhecimento de praticamente todos os profissionais da TCV”.

“As atitudes, as práticas e a linguagem do director da Televisão de Cabo Verde, são execráveis e reveladoras de ameaças a todos os que dele discordam”, afirmam.

Dizem ainda os membros da CR da TCV que, ao longo dos quatro anos da sua gestão, António Teixeira “tem provocado um crescente e intenso descontentamento no seio dos jornalistas, a ponto de já não conseguir encontrar ninguém que queira fazer parte da sua equipa diretiva e ocupar cargos como o de Chefe do Departamento de Informação e seus editores”.

Segundo ainda a Inforpress, o Conselho de Redação da Televisão Pública promete continuar a desempenhar com “serenidade” a sua missão, seja através de aconselhamentos, questionamentos, comentários ou opiniões, que entender serem frutíferos para o engrandecimento da Estação Pública, ou através da manifestação pública de repúdio em relação a qualquer “tentativa de apoucar, intimidar, amordaçar o coletivo dos jornalistas da TCV e conspurcar o seu bom nome, construído ao longo de décadas com trabalho abnegado, responsável e sério”.

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