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Coreias: Kim e Moon apertam mãos — Euforia global...’déjà-vu’ 28 Abril 2018

Kim Jong-Un atravessou. esta sexta-feira, a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul para o primeiro encontro com Moon Jae-In. Grande é a expectativa de que "as negociações levem enfim à desnuclearização do Norte, condição para a paz", mas também há muito ceticismo — ou não fosse o déjà-vu em 2000, em 2007 ...

Coreias: Kim e Moon apertam mãos — Euforia global...’déjà-vu’

27 de abril de 2018: a primeira vez que oficialmente se transpõe a linha da zona militar (DMZ) intercoreana, estabelecida em 1953, constitui um momento histórico.

Em especial, se levar a paz à península coreana, onde os dois países apesar do armistício — deposição de armas — assinado em 1953 nunca formalizaram um tratado de paz. Norte e Sul "tecnicamente estão em guerra" e a expectativa é que "as negociações de hoje levem enfim à desnuclearização do Norte, condição para a paz".

Kim refere a paz mas não explicita a desnuclearização

O líder norte-coreano "Kim Jong-Un irá de forma aberta discutir com Moon Jae-In todos os problemas, com o objetivo de melhorar as relações entre as duas Coreias e chegar à paz, prosperidade e reunificação", segundo a KCNA, a agência noticiosa norte-coreana.

3 cimeiras déjà-vu? Kim-Kim em 2000, em 2007 ...

Em 2000, o líder norte-coreano Kim Jong-Il, pai do atual e filho do fundador Kim Jong-Sun, empreendera alguns passos para o diálogo com o presidente sul-coreano, Kim Dae-Jung. Era a primeira Cimeira Inter-Coreana, realizada em Pyongyang, a capital da Coreia do Norte.

Durou pouco o "Raio de sol na guerra fria", como os media ocidentais designaram a aproximação entre os países separados desde o fim da Segunda Guerra, divididos entre as duas áreas de influência antagónicas, capitalismo americano contra comunismo soviético-maoista.

Em 2007 o presidente sul-coreano Roh Moo-Hyun ruma a Pyongyang para a segunda cimeira com vista a pacificar as relações. O mesmo Kim Jong-Il é o anfitrião, mais fortalecido pelos ensaios nucleares que o país está a realizar ocultamente.

A esperança de conseguir a paz na Península Coreana foi frustrada em várias ocasiões, como demonstra o fiasco das anteriores cimeiras.

Esta terceira acontece sob melhores auspícios- Primeiro, o facto de que o presidente norte-coreano escolheu deslocar-se à aldeia, Ponmonjon, que divide os dois países. Segundo, o facto de que após um ano de ameaças bélicas e insultos pessoais disparados entre Trump e Kim deram-se passos diplomáticos importantes, apoiados pelas partes antagónicas: Rússia e China, Japão e Estados Unidos. Terceiro: na sequência dos esforços diplomáticos, o anunciado encontro em junho, o primeiro em mais de setenta anos, entre os presidentes dos dois países inimigos.

Fontes: KCNA/ http://www.news.com.au/finance/work/leaders/korea-summit-kim-jongun-to-meet-moon-jaein-in-historic-meeting/news-story/1f80cdf571d1af9fadecbaa1c141e776

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