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Corte de eletricidade em Cabo Verde cresceu 45% para 110 horas de apagões em 2021 16 Julho 2022

O tempo com interrupções no fornecimento de eletricidade em Cabo Verde aumentou 45% em 2021, face ao ano anterior, para quase 110 horas de ’blackout’, problema que segundo o grupo estatal Electra afeta sobretudo a ilha Brava.

Corte de eletricidade em Cabo Verde cresceu 45% para 110 horas de apagões em 2021

Globalmente, segundo o SapoNoticias que cita dados compilados pela Lusa a partir de um relatório anual da Electra, grupo responsável pela produção e distribuição de eletricidade em Cabo Verde, através de mais de uma dezena de centrais térmicas, parques eólicos e solares, registaram-se em 2021 um total de 158 interrupções nesse fornecimento, que se prolongaram por 6.592 minutos (praticamente 110 horas).

Em 2020, a Electra identificou 120 interrupções em todo o país, que se prolongaram por 4.560 minutos (76 horas).

Contudo, a situação, tal como em 2020, afetou no ano passado sobretudo a ilha da Brava, com 58 interrupções que se prolongaram por 4.197 minutos (70 horas) em 2021, enquanto a capital cabo-verdiana, a cidade da Praia, totalizou sete interrupções num total de 145 minutos (quase duas horas e meia), menos de metade do tempo de ’blackout’ verificado em 2020, que foi, em seis cortes, de 399 minutos (mais de seis horas e meia).

"As interrupções no fornecimento de eletricidade aumentaram em quase todos os sistemas elétricos, com exceção das ilhas de São Vicente e Fogo, tendo sido registados [nestas duas] progressos na garantia de continuidade do serviço, com redução substancial do número de ’blackouts’. Destacam-se a ilha de São Vicente, onde se registou o menor número de ’blackouts’ (três). A ilha da Brava é o centro de produção com maior número de interrupções gerais de energia registado no corrente ano [de 2021]", lê-se num relatório anual da Electra.

Segundo a mesma fonte, nas últimas semanas, a cidade da Praia, que concentra cerca de um terço da população do país, confronta-se com ’apagões’ praticamente diários.

Na segunda-feira, 11 de julho, a empresa comunicou que "por motivos de segurança, houve necessidade de se proceder a uma paragem de emergência" na central de produção de Palmarejo, na Praia, "para uma intervenção no circuito de alimentação".

"Esta paragem operacional de caráter urgente era inadiável, e a avaria já se encontra resolvida. A operação de emergência afetou com corte do serviço, parte da cidade da Praia e todos os municípios do interior de [ilha] Santiago", refere-se num comunicado divulgado então pela Electra.

No dia anterior, o grupo estatal admitiu igualmente a ocorrência em 08 de julho de "problemas operacionais pontuais no sistema de produção, em simultâneo com manutenções em curso", que "provocaram cortes gerais de energia elétrica em toda a ilha de Santiago", e ainda no dia 10 de julho avarias "num troço da rede subterrânea de média tensão", que igualmente "provocou corte no fornecimento de eletricidade, em parte do município da Praia", conclui o despahco da Lusa citado por SapoNoticias.

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