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Covid-19: BioNTech, Pfizer defendem 3ª dose e autoridades da ciência contestam — OMS lembra que há ’prioritários’ sem uma só dose 10 Julho 2021

Esta quinta-feira, 8, o presidente da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, voltou a defender que perante as novas variantes deve ser aplicada uma terceira dose da vacina e desta vez tinha o seu homólogo da BioNTech/moderna do seu lado. Cientistas porém garantem que a segunda dose basta para proteger das novas estirpes.

Covid-19: BioNTech, Pfizer defendem 3ª dose e autoridades da ciência contestam — OMS lembra que há ’prioritários’ sem uma só dose

As duas empresas farmacêuticas — que, embora sem apresentar novos dados, propõem a revacinação seis meses depois — prometeram publicar "informação nova" dentro em breve.

À CNN um porta-voz da Pfizer esclareceu que planeiam entrar, já no próximo mês, com um pedido à autoridade do medicamento, a FDA, para "uso emergencial" da terceira dose.

De 18-12 meses para seis: intervalos reduzidos. Há menos de três meses, Bourla defendia: "Um cenário previsível é que haverá necessidade de um reforço da vacina, uma terceira dose, doze meses depois [da segunda dose]".

"Anualmente, a vacina poderá ter de ser atualizada", avançara o CEO da Pfizer entrevistado em maio pela CNBC, "mas essa revacinação ainda tem de ser confirmada, tudo depende das variantes".

O CEO da Johnson em fevereiro tinha defendido também reduzir o tempo entre a vacina completa e a revacinação.

FDA e CDC: 3ª dose só se a ciência demonstrar

A reação das autoridades foi imediata. Poucas horas depois do anúncio conjunto da Pfizer e BioNTech, um comunicaco conjunto da autoridade do medicamento e do centro de controlo da doença enfatizou que "quem recebeu a vacina completa não precisa de reforço tão cedo".

Além disso, a prioridade agora é "vacinar o mais depressa possível quem ainda não se vacinou", que é condição para "a sua proteção e da comunidade".

A FDA e o CDC finalizam: "Estamos preparados para reforçar as doses se e quando a ciência demonstrar que são necessárias."

Ambas têm o apoio do professor Fauci — diretor do NIAID, o instituto das doenças infecciosas — que na sexta-feira disse: "Respeitamos o que a Pfizer está a fazer, mas o público americano tem de ouvir o CDC e a FDA".

"A mensagem é muito clara: o CDC e a FDA dizem que quem recebeu a vacina completa, não precisa por agora de uma inoculação de reforço", disse o cientista que se notabilizou pela discordância com o 45º presidente enquanto coordenador da pandemia de Covid sob Trump.

Fontes: AP/CBS /CNN. Relacionado: Pfizer para vacinar 12-15 anos tem luz-verde da União Europeia — Mas OMS apela à partilha com ’prioritários’, 30.mai.021. Fotos (Getty): Bourla apresenta o presidente Joe Biden, na visita em fevereiro à fábrica da Pfizer (em Detroit) que produz a vacina anti-Covid. O primeiro vacinado do grupo dos mais novos — não prioritário, lembra a OMS — é um rapaz dos Estados Unidos de 13 anos.

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