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Covid-19: China confiante de que até fins de abril terá "controlado a epidemia" 28 Fevereiro 2020

A China está confiante de que vai controlar o surto de Covid-19, “em termos gerais, até ao final de abril”, disse nesta quinta-feira, 27, o chefe da equipa de médicos especialistas da Comissão Nacional de Saúde da China, o pneumologista Zhong Nanshan.

Covid-19: China confiante de que até fins de abril  terá

O epidemiologista justifica essa confiança com o facto de que “o número de casos na China começou a diminuir após 15 de fevereiro”.

Uma vitória que se deve, segundo Zhong, “à forte intervenção do Estado” que para evitar a propagação da doença levou a “cancelamentos de viagens”, “ao prolongamento da semana de férias do Ano Novo Lunar” até fevereiro (em alguns casos por mais de um mês).

Os dados atualizados pela Comissão Nacional de Saúde da China, até à meia-noite de quarta-feira, indicam que a China somava um total de 2.744 mortos e 78.497 casos confirmados.

Epicentro na China está a ser desafiado

Ao longo dos dois últimos meses, a cidade de Wuhan tem sido apontada como o epicentro Covid-19, com base em investigação chinesa em primeiro lugar. Esta perspetiva começa, no entanto, a ser desafiada.

Na conferência de imprensa, em Cantão (a verde no mapa), o epidemiologista acima referido disse: "Quando fizemos as nossas primeiras previsões, pensámos apenas na China e não em outros países. Mas vemos que surtos estão a ocorrer em outros países. Embora o surto tenha começado na China, isto não significa necessariamente que a China seja a fonte da doença".

Por fim, Zhong aconselhou os países — em especial, face ao rápido aumento de casos na Coreia do Sul, Itália ou Irão, com 26 óbitos — a pedirem apoio à China.

O país que em vez dos 170 mil doentes previstos conseguiu baixar esse número para "70 mil", segundo Zhong, deve agora "cooperar e partilhar a sua experiência com outros países".

"2ª vaga do coronavírus"

Esta perspetiva otimista de Zhong sobre o controlo da epidemia não parece ser compartilhada.

O Japão contrariando o otimismo entende que vem aí “a segunda vaga do coronavírus” – e que esta vai bater forte na China, Japão e Coreia do Sul.

A tríade asiática que contribui para 24 por cento da economia mundial, vai, segundo analistas japoneses, ter um impacto também forte sobre as indústrias que dependem de componentes de fabrico na região.

Fontes: /Japan Times/SCMP. Mapa da China. A vermelho, a província de Hubei cujos 60 milhões de habitantes estão em quarentena desde meados de janeiro. A capital de Hubei, Wuhan, é tida como o epicentro Covid-19, uma perspetiva que começa a ser desafiada pela China. Ls

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