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Covid-19: China ordena confinamento dos 13 milhões de residentes de Xian 22 Dezembro 2021

Os residentes não podem sair de Xian a menos que seja estritamente necessário, devendo primeiro obter certificados aprovados pelas autoridades locais.

Covid-19: China ordena confinamento dos 13 milhões de residentes de Xian

As autoridades chinesas decretaram esta quarta-feira o confinamento dos 13 milhões de residentes na cidade de Xian a partir de quinta-feira, devido a um ressurgimento de casos de covid-19 na capital da província central de Shannxi.

"À exceção dos trabalhadores da saúde, todos os outros devem ficar em casa, a menos que haja uma razão imperativa", anunciou a comissão de saúde local numa declaração, citada pelas agências de notícias internacionais.
A comissão anunciou o encerramento de escolas e a suspensão de todo o tipo de eventos, pedindo aos residentes que trabalhem a partir de casa.

Só é permitido a uma pessoa por agregado familiar fazer compras "de dois em dois dias" e todos os estabelecimentos "não essenciais" receberam ordem para fechar, exceto supermercados, lojas de conveniência e instalações médicas.

Os residentes não podem sair de Xian a menos que seja estritamente necessário, devendo primeiro obter certificados aprovados pelas autoridades locais, mediante a apresentação de um teste negativo.

Mais de 85% dos voos no aeroporto de Xian já foram cancelados, de acordo com o ’site’ especializado VariFlight.

A decisão, que afeta um número de pessoas superior à população de Portugal, foi tomada quando falta pouco mais de um mês para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou hoje que das 57 novas infeções diagnosticadas a nível nacional na terça-feira, 53 referiam-se a Xian, antiga capital imperial e conhecida pelo "exército de terracota" descoberto em 1974.

Desde o início deste último surto de covid-19 a 09 de dezembro, a província de Shaanxi detetou 149 casos positivos locais, 143 dos quais em Xian.

Até agora, a China não confirmou nenhum caso transmitido localmente da variante Ómicron, mas comunicou ter detetado casos importados de viajantes chegados do estrangeiro enquanto se encontravam em quarentena.

A China adotou uma estratégia de tolerância zero para o coronavírus, que envolve controlos rigorosos de entrada com quarentenas de até três semanas e numerosos testes de vários tipos, bem como campanhas de testes em massa e confinamento seletivo em locais onde é detetado um surto.

Segundo o relatório divulgado hoje pelas autoridades sanitárias chinesas, há atualmente 1.765 casos ativos a nível nacional, dos quais sete permanecem em estado grave, bem como 501 casos assintomáticos.

Desde o início da pandemia, os números oficiais indicam que 100.544 pessoas foram infetadas na China, das quais morreram 4.636.

O vírus que provoca a covid-19, denominado SARS-CoV-2, foi detetado pela primeira vez em Whuan, uma cidade do centro da China, no final de 2019.

Desde então, a doença respiratória provocou mais de 5,3 milhões de mortes no mundo. A Semana com Diário de Notícias

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