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Covid-19: Deputado de Macau pede redução para três dias do isolamento em hotéis 13 Outubro 2022

O deputado de Macau José Pereira Coutinho pediu hoje ao Governo de Macau a redução do período de isolamento obrigatório em hotéis para quem chega do estrangeiro ou de Hong Kong, de sete dias para três dias.

“A pouco e pouco, temos de abrir a cidade, como acontece em Hong Kong”, defendeu o único deputado português na Assembleia Legislativa da região chinesa.

Desde 26 de setembro que a região vizinha de Hong Kong permite aos viajantes entrar sem quarentena e depois submeterem-se a três dias de vigilância médica, que podem ser passados em casa.

Ao contrário do que acontece para quem entra pela fronteira com a China continental, quem chega a Macau do estrangeiro ou de Hong Kong é obrigado a cumprir uma quarentena de sete dias num hotel, seguido de três dias de “autovigilância médica”.

Coutinho lembrou que o concurso público para a atribuição de seis licenças de exploração de jogos em casino em Macau, com um prazo máximo de dez anos, tem entre os requisitos “planos destinados à expansão dos mercados de clientes de países estrangeiros”.

“Com quarentena não chegamos lá”, disse Coutinho, numa conferência de imprensa conjunta com Che Sai Wang. Ambos os deputados foram eleitos numa lista eleitoral apoiada pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).

Desde outubro de 2021, os dois deputados receberam mais de 30 mil pedidos de apoio, algo que Che Sai Wang descreveu como “uma sobrecarga de trabalho”.

As restrições impostas devido à pandemia têm “dificultado a sobrevivência das pequenas e médias empresas”, com muitas a fecharem portas, disseram os deputados, num comunicado.

A taxa de desemprego em Macau atingiu 4,3% entre junho e agosto, o valor mais elevado desde 2004. Isto apesar do número de trabalhadores estrangeiros sem estatuto de residente ter diminuído em quase 4.600 em julho, mês em que Macau enfrentou o pior surto de covid-19 desde o início da pandemia.

Coutinho lembrou que, numa reunião com Ho Iat Seng em setembro, a ATFPM defendeu, para 2023, a concessão de 15 mil patacas (1.900 euros) a cada residente de Macau para “apoiar no pagamento de rendas e amortizações bancárias” e a retoma de um subsídio anual de sete mil patacas (890 euros) a cada idoso.

Em 23 de setembro, o Governo do território anunciou que irá dar oito mil patacas (1.020 euros) a cada residente para “aliviar a pressão financeira” causada pelo pior surto de covid-19 desde o início da pandemia.

Cada residente poderá, a partir de 28 de outubro e até 30 de junho de 2023, utilizar este montante para efetuar pagamentos, sobretudo no comércio local, com um limite diário de 300 patacas (38 euros).

A Semana Com Lusa

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