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Covid-19/Dia de África: Fundação JMN debate os desafios de desenvolvimento no continente 25 Maio 2020

A Fundação José Maria Neves promove uma conferência sobre “África no século XXI: a pandemia da covid-19 e os desafios de desenvolvimento”, para assinalar o Dia de África, comemorado esta segunda-feira, 25 de Maio.

Covid-19/Dia de África: Fundação JMN debate os desafios de desenvolvimento no continente

Segundo a organização, a conferência, a ser proferida pela economista cabo-verdiana Cristina Duarte, pretende analisar e debater questões que se prendem com a transformação do continente para se “recuperar do atraso, vencer os desafios e construir a prosperidade, os impactos da pandemia da covid-19 e as ideias essenciais quanto à recuperação pós-crise”.

De acordo com a mesma fonte, a África, por razões históricas e políticas, tem sido uma das mais pobres regiões do mundo, apesar da enorme riqueza em terras aráveis, recursos minerais e capacidades humanas.

Para além disso, explica a organização, o continente tem sido confrontado com “fortes constrangimentos” restritivos ao seu desenvolvimento sustentável a nível das infra-estruturas, da educação, da saúde, das instituições políticas e económicas e da governança.

“Nos últimos anos, tem havido um esforço das instituições do continente e de vários países para acelerar o ritmo de crescimento económico, a coesão social e a sustentabilidade ambiental”, explicou a fundação.

Por outro lado, a organização lembrou que, de um processo de “profundas reformas” em curso a nível da União Africana, foi aprovado o Plano 2063, que contém uma perspectiva visionária e estratégias de criação da prosperidade, com inclusão social, sustentabilidade ambiental e oportunidades partilhadas por todos

Mais recentemente, acrescentou a fundação, adoptado o Mercado Comum, cuja implementação trará “enormes” possibilidades de crescimento industrial e do comércio intra-regional, com reflexos positivos no desenvolvimento empresarial, investimentos, emprego e inovação e, por conseguinte, no crescimento económico e na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Entretanto, a Fundação José Maria Neves é de opinião que a pandemia da covid-19 pode ter “consequências devastadoras” para o continente, não só a nível sanitário, mas também económico, social e político.

A União Africana prevê uma retracção de 1,8% da economia, enquanto o Centro Económico para a África das Nações Unidas prevê uma retracção entre 1,8% e 2,5%, motivo que leva a fundação a afirmar que a “devastação social será, com certeza, muito grande e as consequências políticas e nos processos transformacionais no continente são ainda impressíveis”

A conferência, que será on-line a partir das 17:00, é aberta a participação de académicos, líderes políticos, estudantes universitários, mediante inscrição.

O Dia da África comemora-se anualmente a 25 de Maio porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 1972 a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002 a OUA foi substituída pela União Africana mas a celebração da data manteve-se.

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.

A data é celebrada em vários países da África e pelos africanos espalhados pelo mundo.

A África regista 3.246 mortos e mais de 107 mil casos de infeção pela covid-19, em 54 países, de acordo com as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente. A Semana com Inforpress

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