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Covid-19: ’Diferença sueca’ tem 26 mil casos —Mundo atinge 4 milhões de infeções 09 Maio 2020

O crescimento do número de infeções continua e atingiu hoje (sábado, 9) os quatro milhões. A Suécia conta 26 mil casos e 3.220 óbitos, dez vezes mais que há seis semanas, o quádruplo de há quatro semanas. Mas continua a recusar medidas drásticas, as escolas dos zero até ao 10º ano continuam abertas, o reino conta com o civismo da população.

A Agência de Saúde Pública/Folkhälsomyndigheten aconselha a população a seguir com rigor as medidas recomendadas pela OMS-Organização Mundial de Saúde e considera que "manter crianças de boa saúde em casa não é uma medida eficaz para evitar a propagação do vírus" e que "fechar as escolas teria consequências tremendas para a sociedade".

As recomendações da OMS — evitar aglomerações, manter distância social, higienização ...— estão a ser aplicadas com rigor, notam observadores nacionais e internacionais. O civismo da população, diz-se, conta muito para evitar propagar a doença.

Por isso, o reino da Suécia — que regista mais contagiados e óbitos que os vizinhos reinos da Noruega e da Dinamarca — continua a recusar a quarentena, o isolamento e ou o fecho de fronteiras.

Apenas os alunos acima dos dezasseis anos deixaram de ter aulas presenciais e seguem aulas por internet.

Os economistas suecos estão de acordo com as autoridades da Saúde e consideram que fechar o país ia ter também consequências económicas desastrosas para a sociedade.

Entre esses, está a Kerstin Hessius, ex-diretora da Bolsa de Estocolmo e presidente dum dos maiores fundos de pensões, presente a 19-3 num painel da televisão pública, SVT, que debatia a reivindicação do presidente da confederação sueca de empresários, Jan-Olof Jacke, para que o Estado atribua às empresas mais ajudas complementares dada a pandemia do coronavírus.

A economista expressou que o mundo corre o risco de voltar a ter "o desemprego de massa, como nos anos de 1920 e 1930", a década da Grande Depressão.

Ante essa ameaça, diz Hessius, é imperativo estabelecer um "calendário claro" para a saída do estado de emergência", implementado em diversos países, pois " para limitar a saturação dos hospitais, tem de haver outros meios mais eficazes que fechar a economia inteira".

Fontes: BBC/Le Monde/Worldometers.

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