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Covid-19: Enfermeiros de Cabo Verde querem igualdade no salário e melhores condições de trabalho 12 Maio 2020

Em tempo da covid-19 os enfermeiros cabo-verdianos querem mais do que reconhecimento e exigem igualdade na remuneração e condições de trabalho por serem a classe que está na linha de frente e a mais envolvida com os pacientes.

Covid-19: Enfermeiros de Cabo Verde querem igualdade no salário e melhores condições de trabalho

A afirmação é da presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde, Evanilda Santos, em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional da Enfermagem que se celebra hoje, 12 de Maio, sob o lema “Enfermagem: Um mundo na saúde”.

Conforme Evanilda Santos citada pela Inforpress, a pandemia tirou a “máscara” dos sistemas de saúde de vários países, incluindo Cabo Verde, revelando fragilidade e falta de investimento e condições de trabalho dos profissionais.

“A escassez a nível mundial de equipamentos de protecção individual fez-se sentir também na classe da enfermagem no país. A situação já foi melhorada, mas sendo descartável, o ‘stock’ nem sempre é suficiente”, disse a presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde, que admitiu, já ter alertado as autoridades face ao problema para que não haja roturas desses materiais.

Para além de equipamentos de protecção individual, aquela responsável referiu-se ainda, a existência de uma constate preocupação com o estado psíquico do pessoal da enfermagem por estes passarem muito tempo longe da casa e estarem a conviver mais de perto com os pacientes, prestando cuidados desde os mais básicos até aos mais complexos.

“O enfermeiro que está a cuidar dos doentes com covid-19 passa cerca de 30 dias longe da família e isso cria algum desconforto sentimental, pelo que apelamos para que o local da quarentena seja agradável para evitaram, assim, sobrecarga emocional”, acrescentou.

Neste momento, informou, os enfermeiros além de estarem nos hospitais, local de trabalho habitual, estão a prestar apoio nos espaços de quarentena criados pelo Ministério da Saúde a cuidar dos infectados de covid-19 e a atender chamadas na linha verde.

Evanilda Santos fez saber ainda que nestes espaços, os enfermeiros estão a trabalhar 24 horas por 24 horas durante 15 dias a cuidar dos doentes e mais 15 dias para fazerem quarentena e poderem regressar à casa e estarem com suas famílias.

Segundo a mesma fonte, a nível nacional, informou que, até o momento, apenas dois enfermeiros foram diagnósticos “positivo” com a covid-19.

Em mais um Dia Internacional e tendo em consideração a situação que se vive devido a pandemia do novo coronavírus, a presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde deixou uma mensagem de confronto a classe que, na sua opinião, sempre foi “forte”.

O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado mundialmente desde 1965, mas oficialmente a data só foi estabelecida em 1974, a partir da decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros que decidiu homenagear Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna.

Florence Nightingale, de nacionalidade inglesa, nasceu em Florença, Itália, tendo aos 17 anos decidido ser enfermeira, acreditando ter um chamado de Deus para fazer enfermagem.

Foi na guerra da Crimeia, em que o Reino Unido participou entre 1853 e 1856, que o seu trabalho se tornou mais conhecido e onde foi chamada de “Dama da Lâmpada”, instrumento que usava durante a noite para ajudar os feridos.

Florence Nightingale fundou a primeira Escola de Enfermagem secular do mundo na Inglaterra, em 1860, recorda a Inforpress.

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