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Covid-19: Estudo indica que Brasil pode chegar a 5.000 mortes diárias 26 Mar�o 2021

O Brasil pode chegar a cinco mortes diárias por Covid-19m, no final de Abril próximo ou início de Maio, quando será o pico da nova vaga da pandemia no país, segundo um estudo hoje divulgado, citado pela Lusa.

Covid-19: Estudo indica que Brasil pode chegar a 5.000 mortes diárias

A previsão foi difundida pela Universidade Federal Fluminense (UFF), um dia após o Brasil ter registado um trágico recorde de 3.251 mortes devido à covid-19, o maior número num único dia desde o início da pandemia.

De acordo com a Lusa, o estudo foi ainda divulgado precisamente no dia em que o Brasil ultrapassou as 300 mil mortes desde o início da pandemia e se consolidou como o segundo país mais afetado pela covid-19, superado apenas pelos Estados Unidos.

O responsável pelo estudo, o professor do Departamento de Estatística da UFF, Marcio Watanabe, calculou o número possível de mortes diárias nos próximos meses a partir de um modelo matemático-epidemiológico que teve em consideração a análise dos dados da pandemia de mais de 50 países entre Setembro de 2020 e Março deste ano, explicou a universidade em comunicado, citado pela nossa fonte. "O pico de óbitos no Brasil será provavelmente em abril ou início de Maio, com um número calculado entre 3.000 e 5.000 mortes por dia", indicou Watanabe no comunicado.

O Ministro da Saúde do Brasil, cardiologista, Marcelo Queiroga, disse que o Governo tentará triplicar o ritmo da campanha de vacinação no país, das 300 mil doses aplicadas por dia atualmente, para um milhão, mas não informou quando essa meta será ser alcançada. "O Brasil vacinou pouco mais de 13 milhões de pessoas, cerca de 6% da população, mas a campanha avança lentamente devido às dificuldades que o país tem enfrentado para receber os antídotos", escreve a Lusa.

Segundo o estudo "Deteção precoce da sazonalidade e predição de segundas ondas na pandemia da Covid-19", o início da semana do Outono austral afetará um recrudescimento da situação no Brasil, já que é nessa época e no inverno que as doenças respiratórias tendem a piorar.

Segundo Watanabe, tendo em conta o que aconteceu entre Março e Agosto do ano passado, a projeção é de que a pandemia se agrave entre Março e Maio de 2021 nos países do hemisfério sul, principalmente no Brasil, e em nações que têm condições sazonais semelhantes, como Índia e Bangladesh.

Ao contrário, em países do hemisfério norte, como Estados Unidos e os europeus, os casos tendem a estagnar por um longo prazo, mas com menor tendência de aumento, segundo o especialista, citado pela Agência Lusa.

"Poderemos conviver com a covid-19 da mesma forma que convivemos com outras doenças respiratórias, como a pneumonia, quando vacinarmos a maior parte da população. Mas, mesmo com a vacina, a doença será endémica, ou seja, sempre haverá casos", frisou.

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