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Covid-19: Ex-PR de Cabo Verde diz que prioridade é combater expansão da doença no país 22 Abril 2020

O ex-Presidente da República, Pedro Pires, considerou hoje (21/04) que a primeira prioridade de Cabo Verde deve ser o combate à expansão do novo coronavírus, acelerar a sua erradicação do país e atingir o “ponto de risco mínimo”.

Covid-19: Ex-PR de Cabo Verde diz que prioridade é combater expansão da doença no país

“Nas atuais circunstâncias, é importante fixar a primeira prioridade, a mais urgente, entre as prioridades nacionais. Entendo que a primeira prioridade seja a concentração dos meios e dos esforços no combate à expansão do coronavírus, a fim de se acelerar a sua erradicação do nosso país e se atingir o “ponto de risco mínimo” o mais cedo possível, o que nos permitiria alcançar a normalidade social”, defendeu o antigo chefe de Estado de Cabo Verde (2001 e 2011), numa mensagem dirigida aos cabo-verdianos.

Só a partir daí, sustentou, o país estaria em “condições de criar os outros requisitos essenciais para o arranque e a impulsão de uma nova caminhada”.

Ponderação, bom senso, desenvoltura e perspicácia, reflexão sincera, união e responsabilidades partilhadas são outros pedidos do ex-Presidente da República, que defendeu igualmente atenção dos poderes públicos, cidadãos e instituições aos doentes, idosos e pessoas incapacitadas e sem amparo familiar.

Também pediu uma “atenção particular” dos poderes públicos às pessoas que “vivem dos ganhos imediatos” e que são mais afetadas pelas restrições impostas pelo estado de emergência nacional.

Precisamente sobre o estado de emergência, Pedro Pires concordou com a sua prorrogação por parte das autoridades, entendendo que ainda não estão criadas as condições sanitárias e comportamentais que permitam dispensar, sem riscos sérios para a saúde pública, as medidas de confinamento domiciliário e de distanciamento físico e social.

“Nestas circunstâncias críticas, é preciso ter em conta que o Governo e o poder local agem e trabalham em prol do nosso bem-comum”, sustentou o também presidente do instituto com o seu nome, para quem o exercício efetivo e eficaz da autoridade pública é imprescindível.

Neste sentido, entendeu que os agentes da Polícia Nacional, das Forças Armadas, das Polícias Municipais e da Proteção Civil “devem ser respeitados e as suas orientações pacificamente acatadas por todos”.

“Devemos ainda realçar a outra face da situação que é de natureza pessoal: eles correm riscos de contágio, estão afastados dos seus familiares e amigos e estão sujeitos às mesmas pressões psicológicas e renúncias e a idênticos sacrifícios pessoais. Estão-se sacrificando, por dever de ofício, pelo nosso bem-comum. Merecem respeito, gratidão e reconhecimento”, reforçou.

O também presidente da Fundação Amílcar Cabral abordou ainda a “situação grave” na ilha da Boa Vista, dizendo que preocupa a todos, mas mostrou-se convencido que será ultrapassada com união e solidariedade de todos.

O primeiro caso de covid-19 no país foi registado na ilha da Boa Vista, um cidadão inglês de 62 anos, que acabou por falecer, tendo sido o primeiro foco de mais contágios, estando a ilha neste momento com 52 casos confirmados.

Pedro Pires manifestou ainda preocupação pela situação na cidade da Praia (Santiago), com 13 casos, considerando “imprescindíveis” a cooperação e a participação responsável das pessoas.

Às pessoas que “tiveram a pouca sorte de se contaminar”, o antigo chefe de Estado endereçou uma mensagem de solidariedade e encorajamento, salientando que “não estamos diante de um papão invencível”.

Cabo Verde regista atualmente 68 casos de covid-19, sendo 52 na ilha da Boa Vista, 15 em Santiago e um em São Vicente.

Um dos casos da Praia já foi considerado como recuperado da doença.

Além disso, outros dois turistas estrangeiros que estavam na Boa Vista, com covid-19 diagnosticado, regressaram ainda em março aos países de origem (Inglaterra e Países Baixos), pelo que permanecem ativos no país 63 casos.

O país iniciou no sábado um segundo período de estado de emergência, válida até 02 de maio nas ilhas com casos de covid-19 diagnosticados e até 26 de abril nas restantes.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. A Semana com Lusa

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