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Covid-19/Fogo: Presidente da câmara dos Mosteiros defende fiscalização cerrada para evitar propagação do vírus 03 Setembro 2020

O presidente da câmara dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, mostrou-se satisfeito com a declaração de estado de calamidade, no entanto, considera que não basta declarar o estado de calamidade para conter a propagação de doença.

Covid-19/Fogo: Presidente da câmara dos Mosteiros defende fiscalização cerrada para evitar propagação do vírus

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, mencionado pela inforpress, Carlos Fernandinho Teixeira, cujo município é o epicentro da pandemia do novo coronavírus (covid-19) na ilha, defendeu o reforço da fiscalização para evitar o alastramento do vírus.

Conforme escreve a inforpress, o autarca ressalta que as medidas tomadas pelo Governo vão de encontro ao que- se deseja antes do alastramento de casos. Está-se a fazer despistes, mas faltam medidas correctivas e a declaração de estado de calamidade para uma ilha não é suficiente e devia ser acompanhado de medidas de fiscalização apertada para evitar situação de propagação. O Edil acrescenta ainda que não compreende que viaturas das zonas mais críticas continuam a circular apinhadas de pessoas, apelando a uma maior responsabilidade, sobretudo dos jovens.

“Há uma indisciplina permanente, não há controlo, as pessoas a deambularem e nas paródias”, afirmou o autarca, defendendo que é preciso fazer um esforço financeiro para concentrar as pessoas num espaço de isolamento institucional para ter um maior controlo possível.

Para o mesmo, o modelo de isolamento adoptado pelas autoridades sanitárias não satisfaz o plano de combate à pandemia na ilha, referiu Carlos Fernandinho Teixeira, indicando que não está de acordo com o confinamento domiciliar, porque, não está a trazer benefícios concretos para a saúde pública.

Segundo explica o autarca, a ideia do isolamento regional não dá Mosteiros satisfação e não faz sentido deslocar mais de uma centena de pessoas dos Mosteiros para São Filipe.

No que diz respeito ao mosteirense, o autarca defendeu igualmente que o serviço de laboratório deve ser instalado nos Mosteiros e não concentrar em São Filipe, para ter maior despiste possível, lembrando que é preferível deslocar pouco para Mosteiros (recursos humanos) do que muito para São Filipe (pessoas em isolamento).

O espaço para acolher o contingente militar que deve chegar hoje ou na sexta-feira à ilha do Fogo já está preparado e terá como base o município dos Mosteiros, mas os militares vão actuar a nível da ilha, finaliza a mesma fonte.

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