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Covid-19/Fogo: Taxa de ataque em São Filipe é o dobro da taxa nacional – DNS 14 Novembro 2020

O director nacional da Saúde, Jorge Noel Barreto, mostrou-se preocupado com a evolução dos casos de covid-19 em São Filipe, cuja taxa de ataque é neste momento de 3,4 por cento (%), o dobro da taxa nacional (1,7%).

Covid-19/Fogo: Taxa de ataque em São Filipe é o dobro da taxa nacional – DNS

Ao apresentar os dados relativos à ilha do Fogo durante o encontro que o primeiro-ministro teve sexta-feira com as autoridades para definir estratégias, Jorge Noel Barreto, salientou que até o dia 12 de Novembro a ilha tinha um total acumulado de 916 casos de infecção pela covid-19, distribuídos pelos municípios de São Filipe com 692, Mosteiros com 192 e Santa Catarina com 32 casos.

“Em termos de taxa de ataque São Filipe tem 3,4% que é o dobro da taxa de ataque a nível nacional, Mosteiros tem 2,0% e Santa Catarina com 0,4%” referiu o director nacional da Saúde, para quem as taxas de ataque não são muito elevadas, assim como a taxa de óbitos, mas são indicadores que espelham os esforços que têm sido feitos pelo sector de saúde e seus parceiros no combate à pandemia.

Este admitiu que os casos vão continuar a acontecer, mas espera que seja em número que as estruturas de saúde consigam dar respostas, caso contrário, sublinhou, poderá ser mais difícil de gerir se tiver muita gente com infecção pelo novo coronavírus, lembrando que “quando mais casos surgirem maior é a probabilidade de haver casos graves e de óbitos”.

Jorge Noel Barreto asseverou que “o mais importante” neste momento é que as pessoas entendam o risco, que é real, e que há um risco de morte mesmo que não seja dos jovens, mas das pessoas mais idosas.

Segundo o mesmo, a população tem de entender esse risco e cumprir as medidas de prevenção para não ter consequências mais graves e o número de casos não seja maior e com repercussão a nível da economia e social.

Mas também para que por ocasião das festas a situação esteja mais controlada e permita celebrar o Natal com maior tranquilidade, embora ainda nessa altura a população esteja a cumprir as medidas de prevenção.

A nível nacional o município de São Filipe, com os cerca de 700 casos acumulados, está prestes a ultrapassar a ilha do Sal como o segundo município com mais casos depois do concelho da Praia.

Neste momento São Filipe e Sal estão praticamente com o mesmo número de casos, embora Sal esteja com um pouco mais, mas a situação de São Filipe está numa curva ascendente, sendo que a previsão é que até início de Dezembro esteja mais controlada para que as pessoas possam voltar ao novo normal com as medidas de prevenção e permitindo alguma retoma da economia e das outras actividades sociais.

O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Reinaldo Rodrigues, avançou que o contingente militar que estava no município dos Mosteiros, está em São Filipe em acções de fiscalização em coordenação com a Polícia Nacional.

“Neste momento tendo em conta a evolução repentina de casos em São Filipe a indicação é para reforçar as acções de fiscalização e paralelamente reforçar tudo aquilo que é mecanismo de coordenação”, disse o responsável da SNPCB.

Sublinhou que a partir de agora exige-se um trabalho muito mais coordenado entre os agentes da Protecção Civil, Polícia Nacional, Forças Armadas, delegacia de saúde e outros parceiros para que se possa identificar e fazer o seguimento adequado dos casos, principalmente a situação das pessoas que se encontram em isolamento domiciliar.

Segundo o mesmo, há pontos críticos que foram identificados, como mercado e nas proximidades das agências bancárias, e pontos que no período nocturno têm suscitado atenção especial devido à aglomeração de pessoas e realização de actividades e que tem havido um trabalho coordenado para que as pessoas cumpram as medidas impostas pelas autoridades.

O director da região sanitária e do hospital São Francisco de Assis, Evandro Monteiro, referiu que o número assusta, mas que as estruturas estavam preparadas para o aumento de casos e que, neste momento, o foco essencial é o reforço da organização para que o vírus não chegue aos grupos mais vulneráveis, observando que o trabalho realizado até este momento é “satisfatório”.

Os presidentes das câmaras de São Filipe, Santa Catarina e Mosteiros participaram do encontro e fizeram o ponto da situação nos seus respectivos municípios.

Com relação a São Filipe Jorge Nogueira admitiu que houve algum “desleixo” inicial e que a população só se preocupou com o surgimento dos casos, observando que as campanhas eleitorais contribuíram para agudizar a situação. Fonte: A Semana com Inforpress

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