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Covid-19/Fogo: Vereador Eugénio Veiga defende apoio psicológico e financeiro para pessoas apanhadas fora da ilha de residência habitual 01 Maio 2020

O vereador sem pasta da Câmara Municipal de São Filipe, Eugénio Veiga, disse quarta-feira que “as pessoas apanhadas pelo estado de emergência fora da sua ilha de residência habitual devem beneficiar de apoio psicológico, material e financeiro”.

Covid-19/Fogo: Vereador Eugénio Veiga defende apoio psicológico e financeiro para pessoas apanhadas fora da ilha de residência habitual

Segundo Eugénio Veiga, esse apoio deve ser o mais substancial possível para terem uma vida digna, já que dentro de dois a três meses a situação torna-se mais grave, pelo que as pessoas que estão fora da residência habitual, por razões de saúde, actividades económicas e visitas familiares devem ser apoiadas até ao regresso, assim como os familiares que estão nas ilhas de origem.

Veiga manifestou o seu desagrado com a Câmara Municipal de São Filipe, que segundo o mesmo, ainda não tem uma base de dados das pessoas do município que estão na Praia neste quadro, deixando entender que ficaram à margem das suas preocupações.

Em declarações à Inforpress defendeu que não é contra o regresso dessas pessoas, mas enquanto não houver alternativa de regresso devem ser criadas as condições dignas para continuarem onde estão, sublinhando que o regresso deve ser antecedido de um teste obrigatório, isolamento durante duas semanas nas ilhas onde se encontram, seguido de mais um teste antes do encaminhamento para as respectivas ilhas com apoio económico-financeiro das autoridades.

Estas condições garantem a segurança dessas pessoas e das suas ilhas de residência e, adiantou Eugénio Veiga, o mesmo princípio deve ser aplicado para as pessoas que estão nas ilhas do Sal e da Boa Vista que querem regressar, desde que se garanta que não há riscos para a segurança pública e de alastramento de vírus.

O autarca disse entender que, para evitar a propagação do vírus, nenhuma entidade pública que esteja na cidade da Praia, nomeadamente o Presidente da República, os membros do Governo e os deputados devem deslocar-se à ilha do Fogo e às demais ilhas sem caso positivo, antes de serem testados negativamente.

Veiga disse entender que em vez de obrigarem os hiacistas a transportarem sete pessoas e não a lotação máxima, as autoridades devem estar no porto e no aeroporto a vigiar possíveis entradas e saídas clandestinas, sobretudo para a cidade da Praia.

O vereador sublinha que se os hiacistas são obrigados, depois do estado de emergência, a transportarem apenas sete pessoas devem ser subsidiados para cobrir a diferença.

No dizer do vereador, que é economista, a preocupação maior relaciona-se com o futuro dos foguenses e naturais das outras ilhas que estão na Boa Vista e no Sal já que o sector turístico foi a base e a razão da instalação da maioria deles nas duas ilhas que, nos últimos anos, conheceram desenvolvimento e crescimento turísticos.

“O turismo, possivelmente, não se vai relançar tão breve como podemos sonhar e desejar e, na melhor das hipóteses, pode reiniciar timidamente dentro de dois anos”, advogou o vereador para quem as duas ilhas devem merecer uma atenção especial na criação de oportunidades para desenvolvimento de outras actividades económicas, para quem decida permanecer, e criação de oportunidades de regresso, em segurança. para aqueles que desejam retornar às ilhas de origem.

Para Eugénio Veiga, há um cenário imprevisível e tudo aponta que o cenário social mundial seja alarmante e em Cabo Verde será “extremamente preocupante” e adianta que mesmo o acto de solidariedade da cooperação internacional pode ser difícil razão porque a capacidade interna deve ser mobilizada e equacionada na perspectiva de salvar vidas humanas nos próximos tempos.

Em termos alternativos para as duas ilhas mais turísticas, Eugénio Veiga aponta o sector da pesca e para as demais os sectores agrícola e pecuária que podem ser uma aposta formidável para a criação de uma base económica solida e que dê tranquilidade.

Outra preocupação manifestada por Veiga é que nas ilhas como Fogo, em que o estado de emergência foi levantado, o direito à liberdade não pode ser bloqueado porque, explicou, houve um exagero muito grande no estado de emergência e nesta fase de calamidade a situação continua, o que contribui para o agravamento da situação social.

Igualmente defende que o apoio pecuniário anunciado e que ainda não foi implementado, embora a fase de emergência tenha terminado, deve ser posto à disposição de cada família.

Eugénio Veiga sublinhou que houve uma sucessão de erros que pode ter obrigado a esta situação. A Semana com Inforpress

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