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Covid-19: Mais uma morte na Praia e 26 novos casos em Cabo Verde em 24 horas 14 Setembro 2020

Mais uma pessoa morreu na cidade da Praia vítima do novo coronavírus, aumentando para 45 o número de óbitos em Cabo Verde, que somou mais 26 casos, de um acumulado de 4.829 infeções desde março, foi hoje anunciado. Ontem foi um dia para esquecer: contabilizou-se 102 infetados, um número jamais registado num único dia no país.

Covid-19: Mais uma morte na Praia e 26 novos casos em Cabo Verde em 24 horas

Referindo-se aos dados de hoje, as informações foram avançadas, segundo a Lusa, pelo diretor nacional de Saúde, Artur Correia, indicando que o óbito ocorreu no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia. Trata-se de uma mulher, de 83 anos, que tinha outros problemas de saúde.

Com esta morte, Cabo Verde passou a contabilizar um total de 45 óbitos desde março, dos quais 29 na cidade da Praia, o principal foco de transmissão da doença.

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde, dos 26 novos casos positivos, 25 foram registados na ilha de Santiago, distribuídos pelos concelhos da Praia (02), Ribeira Grande (08), Tarrafal (05), Santa Cruz (06), São Lourenço dos Órgãos (03) e São Domingos (01).

O outro caso foi contabilizado no concelho dos Mosteiros, na ilha do Fogo.

O diretor nacional de Saúde adiantou ainda que mais 121 pessoas tiveram alta nas últimas 24 horas, passando o país a registar um total acumulado de 4.240 doentes recuperados.

Segundo ainda Lusa, com os novos dados, Cabo Verde passa a ter 552 casos ativos, mantém dois doentes transferidos, de um total acumulado de 4.839 infeções desde 19 de março.

Na conferência de imprensa, Artur Correia fez o habitual balanço da pandemia nas últimas quatro semanas no país, dizendo que os dados demonstram que o país não está ainda a caminhar para a redução do número de casos, mas acredita que vai chegar lá.

Comportamento da população como fotor crítico

“O fator crítico é o comportamento da população. Não havendo um comportamento populacional à altura, jamais vai descer. Por mais que as autoridades corram atrás, aumentam o diagnóstico, se não houver comportamentos adequados por parte da população, e toda a gente já sabe o que é que deve fazer, a diminuição não acontecerá”, alertou.

Artur Correia salientou que a tendência é para o país ter um cada vez maior desconfinamento, entendendo que a redução das restrições deve ser emparelhada com bons comportamentos das pessoas, como evitar contactos próximos e aglomerações de pessoas e usar máscaras.

“Se a população fizer isso, certeza absoluta que os números vão baixar”, previu o técnico de saúde, pedindo igualmente a todas as pessoas em quarentena ou em isolamento domiciliar para cumprirem todas as recomendações das autoridades sanitárias.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 924.968 mortos e mais de 29 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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