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Covid-19: PAICV diz que “deixou de imperar” o rigor que deveria existir nessas circunstâncias 14 Maio 2021

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) disse hoje que “claramente deixou de imperar o rigor que deveria existir” perante a pandemia da Covid-19, acusando o governo de ter baixado a guarda.

Covid-19: PAICV diz que “deixou de imperar” o rigor que deveria existir nessas circunstâncias

Em conferência de imprensa, realizada na cidade da Praia, o membro da comissão política do PAICV Carlos Tavares afirmou,segundo a Inforpress, que diminuíram-se as acções de fiscalização, que deixou de se rastrear convenientemente os focos de contágio e que desvalorizou-se a importância de testes para acompanhar, pilotar a situação e agir convenientemente na frente preventiva.

“A propósito de testes, consta que mesmo famílias afectadas não chegaram a ver todos os seus integrantes submetidos ao teste para se aferir da real situação e poderem ser prescritas as medidas adequadas”, denunciou.

Segundo Carlos Tavares, o próprio controlo “parece ter sido um pouco à distância”, existindo pessoas que “receberam ordens de isolamento sem terem tido um único contacto presencial com profissionais de saúde, acontecendo o mesmo com as altas que são dadas maioritariamente por telefone, sem qualquer tipo de avaliação”.

“A situação tal como está não pode ser mantida sob pena de, à semelhança de outros países, se colapsar o sistema de saúde, mergulhar o país na mais profunda crise sanitária, económica e social”, defendeu Tavres segundo ainda a Inforpress.

Para o PAICV, a gravidade do quadro apresentado deve exigir de todos uma “ponderação responsável” e uma reflexão nacional, envolvendo todas as pessoas e recursos de diversos quadrantes para um envolvimento de todos.

“Estamos a pensar no maior envolvimento dos profissionais da saúde, no activo e na reforma, dos sujeitos políticos, dos operadores económicos, das organizações da sociedade civil e de todos que possam ajudar de uma forma ou outra”, frisou.

Cofnorme aida o PAICV, as medidas necessárias para travar o alastramento deste flagelo devem ser tomadas em tempo útil. Aqui, Carlos Tavares ressaltou que o País já está atrasado, porque depois poderá “ser tarde demais para prevenir os danos e reparar as consequências que estão a ser profundas”.

“Mais vale enfrentar a situação agora, por mais duras que sejam, do que esperar para ver porque os países que esperaram para ver estão todos a arcar com as consequências e com os custos elevadíssimos para retornar à normalidade ou ao chamado novo normal”, defendeu.

Para já, entende o PAICV que deverão ser feitos investimentos na mobilização das vacinas em quantidade suficiente para se atingir a imunidade de grupo “o mais rapidamente possível”.

“Tem que se garantir o acesso rápido e massivo a testes e tem que se trabalhar para se conseguir evitar mortes das pessoas infectadas. Não se pode passar a mensagem desanimadora e desencorajadora de que a morte seja o destino de todos que entraram na situação crítica”, acrescentou.

Para o PAICV, não se pode colocar em cima da mesa a opção de ou vida ou a economia. Carlos Tavares defendeu que a opção “mais correcta” parece ser a vida em primeiro lugar e com ela a economia e o todo o resto.

“As restrições diversas, que serão custosas hoje, terão uma factura ainda muito mais elevada se medidas não forem tomadas agora para travar o alastramento deste mal que nos aflige a todos”, completou.

Finalizando, Carlos Tavares reafirmou a disponibilidade do PAICV para, em colaboração com as autoridades, dar a sua contribuição para o combate com sucessos desta pandemia.

Com estes novos mortos desta quinta-feira, na segunda vez com cinco num dia depois de 26 de abril, Cabo Verde elevou para 243 o total de óbitos provocados pela doença desde o início da pandemia em março de 2020. Também mais 364 pessoas tiveram alta da doença, elevando para 24.289 os casos considerados recuperados em todo o país. Cabo Verde, que está em estado de calamidade até 30 de maio, exceto a ilha Brava, chegou a um acumulado de 27.386 casos positivos desde 19 de março de 2020, dos quais ainda há a contabilizar 2.839 casos ativos, refere a Lusa.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.319.512 mortos no mundo, resultantes de mais de 159,5 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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