POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Covid-19: Partido Popular critica gestão do processo de atribuição do Rendimento Solidário aos trabalhadores informais 29 Junho 2020

O Partido Popular criticou hoje a forma como o Governo geriu o processo de atribuição do Rendimento Solidário (RSO) aos trabalhadores do sector informal, afirmando que este apoio foi uma “bagunça para deitar areia nos olhos dos cabo-verdianos”.

Covid-19: Partido Popular critica gestão do processo de atribuição do Rendimento Solidário aos trabalhadores informais

Em declarações à Inforpress, no final da reunião quinzenal, a porta-voz do Partido Popular (PP), Guilhermina Araújo, afirmou que durante o encontro foram debatidos temas relacionados com o ano agrícola, a crise sanitária devido à covid-219 e os 45 anos de independência de Cabo Verde.

Para esta dirigente dos populares, tendo em conta o aproximar da época das chuvas, o Governo deve criar todas as condições para garantir um bom ano agrícola, com a disponibilização de sementes e levar a cabo acções de prevenção no combate às pragas.

No que se refere a crise sanitária, com destaque para o RSO, o processo, no entender da Guilhermina Araújo, foi mal gerido isto porque, justificou, muitas pessoas que estavam inscritas no Cadastro Social Único não foram beneficiadas com o valor de 10 mil escudos.

“Muitas pessoas que estavam inscritas no Cadastro Social Único não foram beneficiadas e não corresponde a verdade que foram entregues a todos porque se tivessem dado esses 10 mil escudos, porque é que temos tanta reclamação de pessoas, dizendo que não receberam”, questionou.

“O Rendimento Solidário foi uma bagunça do Governo para deitar areia nos olhos dos cabo-verdianos”, declarou, criticando ainda a falta de fiscalização do Governo ao ‘lay-off’.

Para o Partido Popular a situação do aumento de casos positivos da covid-19 no país é o resultado da “má gestão” do Governo no processo desde o início em que o foram confirmados no país casos positivos.

Abordando os 45 anos de independência de Cabo Verde a serem assinalados no próximo dia 05 de Julho, considerou a efeméride como a “mais importante da história do país”, lamentando, no entanto, que passados todos esses anos o país enfrenta ainda várias dificuldades.

“O país vive muita precariedade nas áreas essenciais, nomeadamente a saúde, a educação, a segurança, a habitação e a justiça. Tudo isso são negados aos cidadãos cabo-verdianos, temos falta de condições e respostas nessas áreas”, referiu.

A porta-voz do PP questionou ainda a finalidade da aprovação da lei da paridade, isto, quando a realização das eleições autárquicas prevista para este ano, não foi apresentada nenhuma mulher candidata à presidência da câmara.

“Temos um governo central e um governo local como vendedores, vendem tudo o que não lhes pertence. Temos o PAICV que foi tirado do poder depois de 15 anos de ditadura e o MpD que entrou e tornou-se ditador antes do término do seu mandato”, criticou. Fonte: Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project