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Covid-19: Pelo menos três escolas encerradas em Cabo Verde nos primeiros 15 dias de aulas 16 Outubro 2020

Pelo menos três escolas em Cabo Verde já suspenderam as suas atividades, por 10 dias, nas primeiras duas semanas de aulas, após casos confirmados de covid-19, sendo a mais recente na ilha da Boa Vista, foi hoje anunciado.

Covid-19: Pelo menos três escolas encerradas em Cabo Verde nos primeiros 15 dias de aulas

O Ministério da Educação informou que, “por razões sanitárias”, o Centro Educativo Nossa Senhora de Boa Esperança, na ilha da Boa Vista, suspendeu temporariamente e a partir de hoje as suas atividades letivas, após um dos professores testar positivo para a Covid-19.

“Esta decisão foi tomada em conformidade com as orientações das autoridades de saúde e com o objetivo principal de preservar a saúde de todos os que frequentam este estabelecimento. A suspensão temporária será avaliada continuamente e qualquer alteração será informada à comunidade educativa”, lê-se na nota de imprensa do Ministério da Educação citada pela Inforpress.

Esta é a segunda escola a ser encerrada na ilha da Boa Vista, após o Ministério da Educação de Cabo Verde ter anunciado a suspensão por 10 dias das atividades letivas na Escola Secundária da ilha, após um caso positivo de Covid-19.

Trata-se também do terceiro estabelecimento de ensino no país a fechar portas, depois também da Escola Técnica do Porto Novo, ilha de Santo Antão, onde foram detetados seis casos positivos de covid-19.

Em São Vicente, a Escola Secundária Jorge Barbosa suspendeu as aulas, mas apenas durante o período da manhã de quinta-feira, depois de dois alunos de classes e zonas diferentes terem testado positivos para a covid-19.

O Ministério da Educação aproveitou para agradecer as manifestações de apoio e desejou uma “breve recuperação” a todos os infetados.

“E apelamos a toda comunidade educativa para o rigoroso cumprimento das regras decretadas pelas autoridades, convictos de que a atitude de cada um de nós permitirá minimizar o impacto desta ameaça à saúde pública”, terminou a mesma fonte.

As aulas arrancaram em todo o país em 01 de outubro, mas o arranque das aulas presenciais foi adiado para “depois de 31 de outubro” na Praia, o epicentro da transmissão comunitária do vírus.

Na quarta-feira, durante uma intervenção no parlamento, a ministra da Educação, Maritza Rosabal, afirmou que estão a ser estudadas alternativas ao arranque do ano letivo na capital do país.

“Estamos a trabalhar na procura de soluções que nos permitam, a 02 de novembro, termos cenários alternativos, que serão previamente partilhados com as associações de pais, mães e encarregados de educação, docentes e autoridades de saúde aqui no concelho da Praia”, disse a ministra.

Segundo ainda a Inforpress. a ministra acrescentou que para iniciar o ano letivo nas 428 escolas do país foram investidos até ao momento, na aquisição de máscaras, álcool gel, máquinas automáticas de lavagem de mãos e termómetros, mais de 20,1 milhões de escudos (182 mil euros), sem contabilizar os custos das doações de material de proteção individual.

“Para assegurar o cumprimento das normas de biossegurança foi necessário, em primeiro lugar, garantir as condições de funcionamento exigidas, tanto em termos de instalações, como de materiais e de produtos sanitários”, assumiu a governante.

Cabo Verde tinha até quinta-feira um acumulado de 7.444 casos positivos desde 19 de março, dos quais 79 óbitos, dois doentes transferidos e 6.348 casos recuperados.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos e mais de 38,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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