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Covid-19: Portugal pondera pedir ajuda internacional para combater a pandemia 28 Janeiro 2021

De a cordo com a TVI, o Governo está a ponderar recorrer à ajuda internacional para reforçar o Serviço Nacional de Saúde nos cuidados aos doentes infetados pelo coronavírus. Questionado esta manhã pelos jornalista, Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, admitiu que "é natural que possa haver essa cooperação europeia", nomeadamente em materiais e recursos humanos, "uma área sempre tão difícil para nós".

Covid-19: Portugal pondera pedir ajuda internacional para combater a pandemia

Há mecanismos de cooperação internacional, nomeadamente ao nível da Comissão Europeia, que são ativados, quando é necessário", disse.

Segundo a mesma fonte, isso aconteceu com a Itália e a Espanha, por exemplo, na primeira vaga da pandemia. "Há capacidade de ajuda de outros estados nesta altura, como haverá capacidade de ajuda da nossa parte noutras fases, estes mecanismos são bidirecionais", afirmou. Segundo o secretário de Estado, este mecanismo ainda não foi "formalizado completamente mas que está a ser equacionado no âmbito dos sistemas de cooperação europeus.

Enquanto formos tendo respostas e formos tendo a capacidade de responder às necessidades dos portugueses vamos responder. Obviamente que equacionamos cenários e planeamos sempre a possibilidade acionar os mecanismos de cooperação europeus", afirmou.

Já na segunda-feira, em entrevista à RTP, Marta Temido tinha adiantado que o Governo estava "a acionar todos os mecanismos de que dispõe, designadamente no quadro internacional, para garantir que presta a melhor assistência aos utentes”, considerando já a hipótese de "enviar doentes” para outros países. “Estamos num extremo de uma península e, portanto, com maiores constrangimentos geográficos, mas de qualquer forma, há mecanismos e há formas de obter auxílio", dizia.

Segundo o jornal Expresso-pt, terão sido já iniciados os contactos com dois países. Portugal está a solicitar profissionais para reforçar as equipas de enfermagem e de médicos intensivistas, equipamentos onde se verificam falhas pontuais, como seringas e ventiladores não invasivos, e vagas hospitalares para transferir doentes para fora do país. A hospitalização internacional está a ser equacionada para doentes críticos, em cuidados intensivos, mas também para internamentos em enfermaria.

Também João Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, admitiu esta terça-feira ao jornal "La Voz de la Galicia" que "o pedido de ajuda já começou, embora não seja oficial. Consta-me que sim".

Tem toda a lógica que se faça já o pedido porque é um processo a nível europeu e pode levar vários dias a materializar-se e a situação portuguesa não nos permite esperar mais", explica João Gouveia.

O médico intensivista disse a este jornal espanhol que "o lógico é que a transferência dos doentes se realize por via terrestre entre hospitais situados perto da fronteira", sobretudo nas regiões do Alto Minho, Bragança e Alentejo. "De Viana do Castelo seguramente irão para Vigo, de Bragança para Zamora e do Alentejo, dependendo se estão internados em Portalegre, Évora ou Beja, irão para Badajoz ou Sevilha", explica o médico.

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