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Covid-19: Praienses indignados por ficarem sem vacinar, responsável pede calma da população 10 Agosto 2021

Os praienses que se deslocaram hoje ao centro de vacinação no Bairro Craveiro Lopes logo pela manhã, mostram-se indignados por não conseguires vacinar, mas a coordenadora Nacional de Vacinação, Ivanilda Santos, pede calma da população.

Covid-19: Praienses indignados por ficarem sem vacinar, responsável pede calma da população

Em declarações à Infrpress, o cidadão MiKi Munhã avançou que tem estado a tentar vacinar contra a covid-19 há já algum tempo, só que não tem conseguido devido ao trabalho e a forma como tem sido conduzido o processo de vacinação na Praia.

“Trabalho por conta própria, e sempre que venho vacinar tem uma desculpa tipo: é o dia de tropa vacinar e, hoje vim de novo, é dia de polícia vacinar, sabendo que polícia e tropa têm quartel onde eles podiam vacinar e aqui ficava só para a população”, disse, tendo alguns cidadãos avançado que tiveram que faltar ao trabalho para poderem ir tentar vacinar.

Munhã adiantou ainda que o dia de hoje ficou perdido, porque nem sequer avisaram as pessoas sobre a vacinação dos agentes da polícia, já que os números foram distribuídos de madrugada e ficaram à espera, tendo o comunicado ter sido feito muito depois.

“Estão a trabalhar muito mal na vacinação. As pessoas estão a correr risco de serem assaltadas ao levantar cedo para conseguir número. Tudo em vão, porque chegando aqui não há vacina para a população”, sustentou, apelando às autoridades a melhorarem o sistema de vacinação.

Por sua vez, Rizia Paula Delgado explicou à Inforpress, com lágrimas nos olhos, que ainda não tinha aderido à vacinação, porque foi infectada pela covid-19, pelo que deveria aguardar conforme as recomendações das autoridades da saúde.

Conforme relatou, há alguns dias que tem estado a tentar vacinar só que nunca encontra número que está sempre esgotado.

“E hoje acordei o meu filho por volta das 4:00 da manhã para apanhar número em Ponta D’Agua ele não encontrou porque já estavam esgotados, então ele veio procurar no Bairro Craveiro Lopes e conseguiu o número 50. Agora a enfermeira veio nos dizer que hoje não atendem a população, porque é só polícia e tropa que estão a vacinar”, narrou.

Rizia Delgado partilha da mesma opinião de que os policiais e tropas deveriam ser vacinados nos quartéis, tendo asseverado que os enfermeiros mandaram até as pessoas idosas regressarem à casa sem vacinar, e questionou onde está a prioridade.

Apelou, igualmente, as autoridades a melhorar as condições de vacinação, uma vez que, observou, as pessoas não podem estar a levantar cedo para vacinar e ficar “à deriva”.

Contacatada pela Inforpress, a coordenadora Nacional de Vacinação, Ivanilda Santos, explicou que as pessoas no Bairro Craveiro Lopes têm estado a “criar os seus próprios números, distribuindo para marcar lugar”, no entanto, quando só existe um número que é do centro de Saúde distribuído pelos militares à porta.

Prosseguiu esta responsável, antes da vacinação dos agentes da polícia foi colocado um aviso prévio que não tinha vacinação para o público em geral, porque os policiais iriam receber a segunda dose da vacina.

“As pessoas não estão a entender, e sabemos que há muita pressão, por isso as pessoas devem ter calma, porque passamos muito tempo sem vacinar nesta dimensão já que não estavam a aderir à vacinação (…)”.

No momento, informou a coordenadora, há sete postos de vacinação na Cidade da Praia e não há ainda previsão para alargamentos de mais postos de vacinação, tendo solicitado a população a ter “calma”.

A Semana com Inforpress

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