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Covid-19: Presidente da CCS “preocupado” com período pós-pandemia e impactos no sector privado 05 Maio 2020

O presidente da CCS manifestou-se hoje “preocupado” com o período pós-pandemia de covid-19 e os impactos negativos no sector privado, defendendo que deveria haver uma “abertura controlada” do país ao invés da terceira prorrogação do estado de emergência.

Covid-19: Presidente da CCS “preocupado” com período pós-pandemia e impactos no sector privado

O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), Jorge Spencer Lima, fez estas declarações em entrevista à Inforpress, a propósito da segunda prorrogação do período do estado de emergência nas ilhas de Santiago e Boa Vista e os impactos da pandemia do novo coronavírus no sector privado cabo-verdiano.

Conforme avançou, relativamente à prorrogação do estado de emergência anunciada pelo Presidente da República, a CCS respeita essa decisão, frisando, no entanto, que Cabo Verde não pode continuar a ter prorrogação do estado de emergência e sim uma retoma paulatina à sua normalidade.

“Nós não sugerimos uma abertura completa e total do país. Na nossa opinião, devia-se pensar em abrir as empresas, o trabalho, até porque o Governo aprovou, e muito bem, uma lei condicionando as deslocações, obrigando ao uso de máscaras e as empresas a tomarem uma série de medidas restritivas de contenção em relação aos trabalhadores”, referiu.

Jorge Spencer Lima advogou, neste sentido, que muitas dessas pessoas estariam melhor protegidas no trabalho do que em casa, uma vez que, mesmo com a segunda prorrogação do estado de emergência nas duas ilhas continua a haver ainda muita movimentação e aglomeração de pessoas.

Defendeu, neste sentido, que face ao contexto do novo coronavírus é preciso se pensar num Cabo Verde pós-covid-19 e na criação de condições visando garantir a sobrevivência do país e da sua economia.

“Ainda pós-covid-19 vamos ter muito que sofrer porque os nossos grandes parceiros foram atacados de uma forma directa e ainda vamos chegar no mês de Setembro com problemas da covid em Cabo Verde. É preciso pensar no período pós-pandemia, nas empresas e na sobrevivência dos empregos”, declarou, advertindo que esta prorrogação trará impactos negativos ao sector empresarial.

Entretanto, lamentou, o não funcionamento das medidas adoptadas pelo Governo relativamente ao acesso das empresas às linhas de créditos, acrescentando que várias empresas continuam a ter problemas nesta matéria devido as restrições impostas pelo executivo.

Jorge Spencer Lima afirmou, por outro lado, que no momento que o país está afectado com a pandemia, o Governo não pode dizer que irá priorizar o acesso às linhas de créditos às empresas que cumprem com as suas obrigações, lembrando que a batalha contra a covid-19 em Cabo Verde não pode ser ganha com “descriminação negativa”.

“Numa situação dessas não podemos vir com a questão dos cumpridores e não cumpridores. Vamos tentar salvar o máximo [de empresas] que pudermos, não vamos salvar os cumpridores, esses não precisam ser salvos”, sugeriu, asseverando que quem precisa são os incumpridores porque geram problemas e que no final dessa crise muitas vão desaparecer porque não conseguir aguentar e faltou o apoio do Governo.

Cabo Verde conta com 175 casos de infecção pela covid-19 sendo 116 na ilha de Santiago (113 concelho da Praia, dois no Tarrafal e um em São Domingos), 58 na Boa Vista e um em São Vicente.

Destes casos testados positivos há a registar 37 recuperados e duas mortes – um cidadão inglês de 62 anos que se encontrava de férias na ilha da Boa Vista, e uma idosa de mais de 90 anos do concelho da Praia. A Semana com Inforpress

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