O Malauí/Malawi, na costa oriental africana, era até esta quinta-feira, 2, um dos últimos países do mundo livres de Covid-19. No dia seguinte, anunciava-se os quatro primeiros casos. Todos importados do Reino Unido.
O presidente Mutharika, de 79 anos, está no cargo desde 2014. Foi reeleito em 21 de maio passado, com 38,6% dos votos — o que a lei permite.
Mas as diversas irregularidades— como o uso de corretor em mais de 200 mil boletins de voto — apontadas pelos dois principais opositores, Lazarus Chakwera (com 35,41%) e Saulos Chilima (20,2%), levaram a cancelar a tomada de posse desde agosto.
O tribunal constitucional malauí pronunciou-se em fevereiro: mandou repetir a eleição num prazo de cinco meses.
A autoridade suprema entende que não houve fraude, mas que "a comissão eleitoral cometeu erros tais que comprometem a integridade do ato".
"A próxima eleição" — já marcada para o próximo dia 2 de julho — deveria ser conduzida por outra comissão eleitoral, para que em vez duma eleição [de nível]C, o Malawi melhore a qualidade do ato eleitoral para um A menos, no mínimo", considerou o painel de cinco juízes constitucionais.
Outra importante recomendação do tribunal constitucional malauí concerne o reforço da democracia no país com a alteração da constituição para que o presidente seja eleito por uma amioria do eleitorado, com o mínimo de 50% e mais um voto.
1ªs notícias de Covid-19 no dia 3
O Malauí esteve na lista dos livres do coronavírus até ao final desta semana, quando se registaram quatro casos todos importados do Reino Unido.
O vírus letal atingiu este domingo mais de 1,2 milhão (1.254.464) de pessoas, das quais 68.184 morreram.
Fontes: BBC/AFP/Worldometers... Relacionado: Países sem Covid-19 — Ou … sem testes?, 2.abr.020. LS
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