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Covid-19: Recapitalização do Banco de Cabo Verde adiada 13 Abril 2021

O Banco de Cabo Verde tem necessidades de recapitalização de 1.400 milhões de escudos (12,6 milhões de euros), mas o plano iniciado em 2019, com fundos do Orçamento do Estado, só será retomado depois da pandemia, segundo informação oficial.

Covid-19: Recapitalização do Banco de Cabo Verde adiada

De acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) deste mês citado pela Lusa, o plano de recapitalização do Banco de Cabo Verde (BCV), segundo informação do Governo à instituição internacional, “será retomado após a pandemia” de covid-19.

“Devido a restrições financeiras geradas pela pandemia, as alocações adicionais foram colocadas em espera até o fim da crise sanitária”, explica o FMI, no mesmo relatório.

Num relatório anterior, de novembro passado, o FMI já tinha apontado que a posição patrimonial do banco central cabo-verdiano “deteriorou-se nos últimos anos, refletindo em parte a reavaliação dos ativos em dólares norte-americanos”, com um plano de intervenção que avançou ainda antes da pandemia, por parte do Governo.

Revela ainda a Lusa que o FMI recordou antes que, face a este cenário, as autoridades cabo-verdianas “desenvolveram um plano de recapitalização” em 2019, prevendo a injeção de 2,1 mil milhões de escudos (19 milhões de euros) ao longo de três anos, utilizando recursos do Orçamento do Estado.

Depois de a primeira parcela ter sido libertada no final de 2019, no valor de 700 milhões de escudos (6,4 milhões de euros), a crise provocada pela covid-19, segundo o FMI, deixou o plano suspenso, que só será retomado após a crise provocada pela pandemia de covid-19.

O Governo cabo-verdiano tem avançado com várias medidas mitigadoras da crise económica provocada pela pandemia de covid-19, com o BCV a assumir posição de destaque, desde logo no aumento da injeção de liquidez na banca e no processo de atribuição de moratórias a créditos bancários ou pela gestão, em mínimos históricos, das taxas de juro.

A crise económica provocada pela pandemia de covid-19 provocou uma recessão económica, oficial, equivalente a 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB), essencialmente devido à praticamente total ausência de turismo no último ano, setor que garante 25% do PIB do arquipélago, conclui a Lusa.

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