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Covid-19/São Vicente: Mindelenses com “algum receio” depois do aparecimento do primeiro caso positivo na ilha 05 Abril 2020

Alguns mindelenses dizem-se com “algum receio” depois do aparecimento do primeiro caso positivo do novo coronavírus (covid-19) na ilha de São Vicente, que foi anunciado pelas autoridades na noite desta sexta-feira, mas sem especificar a origem.

Covid-19/São Vicente: Mindelenses com “algum receio” depois do aparecimento do primeiro caso positivo na ilha

Entre estes, abordados pela Inforpress, está Éder Araújo, para quem se antes as pessoas estavam com medo, agora este torna-se “ainda maior”.

“Por isso, espero que seja só esse caso e não haja mais, porque a situação vai ficar difícil”, disse o jovem, referindo-se ao facto da pessoa em causa ser uma chinesa e a quem espera ter tido as mesmas precauções que os seus companheiros.

Isto porque, conforme a mesma fonte, tem visto outros chineses, mas sempre usando máscaras e assim espera que a senhora ao ter os primeiros sintomas, também tenha feito o mesmo.

Ivanilda Gomes também revela a mesma sensação de receio, ainda mais por ser daqueles que precisam sair para trabalhar, “ainda mais quando não se sabe onde está a origem desta infecção”.

“Não me sinto nada confiante, porque sinto que estou a colocar em perigo a minha pessoa e a dos meus”, sublinhou, adiantando ser preciso “identificar imediatamente” a origem para se evitar que se fique “paranóico”.

Uma “sensação de perigo iminente” descrito por Edir Nascimento, que sublinhou não saber a partir de agora onde está “seguro” e quem poderá ser o portador.

“Porque, se apanharmos a doença não sabemos como o nosso organismo poderá reagir e como os nossos podem também reagir”, defendeu Edir Nascimento, que apesar de já ter “muitas caraminholas na cabeça” disse tentar manter a calma, assim como Irina Rocha, que teme pelos seus.

João Almeida Medina também se sente com “alguma ansiedade” e “certo receio” por não saber onde a pessoa infectada poderá ter estado.

“É uma ansiedade, pressão e uma certa angústia, porque a senhora esteve em vários locais e pode ter espalhado o vírus e agora ninguém sabe quem poderá estar contaminado”, asseverou o docente, para quem é preciso concentrar para não haver mais casos e redobrar os cuidados de higiene.

Questionado sobre o tempo levado para a realização do teste, uma vez que a paciente estava há oito dias em isolamento no Hospital Baptista de Sousa, João Almeida Medina respondeu ser um constrangimento do próprio País e perante uma “situação que é nova para toda gente”.

“E nesse quadro, todos estamos a nos adaptar, mesmo as autoridades que acredito estarem a fazer o que está ao alcance deles e nós, a população temos que fazer a nossa, tomar as precauções e mantermo-nos em isolamento social o máximo que pudermos”, reiterou, apelando ainda à serenidade.

A mesma serenidade e consciência social recomendada por João Branco.

“Há três erros que não se pode cometer agora, primeiro, começar a alimentar teorias da conspiração, procurando culpados e inventando histórias sem nexo; segundo, entrar em pânico; terceiro, deixar de seguir, rigorosamente, todas as indicações dadas pelos serviços de saúde e outras autoridades”, sentenciou, alertando o cidadão a fazer a sua parte, para que “esta crise tenha os mínimos danos possíveis para o País”.

Para João Branco, seria “estatisticamente improvável, para não dizer impossível, que o novo coronavírus acabasse por não chegar ao Mindelo, mas agora que chegou vai ser preciso “sobretudo confiança”.

“Tenho que confiar. Tenho que seguir todas as instruções e olhar para o futuro de forma positiva”, reiterou.

O ministro da Saúde e da Segurança Social admitiu hoje que o caso de infecção em São Vicente poderá ter resultado da transmissão comunitária, mas assegurou que não vão mudar a estratégia de prevenção e controlo.

Arlindo do Rosário, que falava na manhã deste sábado, durante uma conferência de imprensa, para fazer o ponto de situação do novo coronavírus (covid-19) em Cabo Verde, adiantou que se trata de uma cidadã de nacionalidade chinesa que se encontrava internada em isolamento no Hospital Baptista de Sousa em São Vicente, há alguns dias à espera do resultado.

Segundo o governante, a paciente de 56 anos é casada, residente no Mindelo há cerca de 5 anos, não esteve ausente do país nos últimos tempos, não teve contacto com algum caso suspeito apenas a filha esteve na Alemanha e regressou a Cabo Verde a 27 de Fevereiro. A Semana com Inforpress

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