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Covid-19: Tem três vezes mais sintomas, indica estudo que foca dados de otorrinolaringologia 26 Abril 2020

O CDC-Centro de Controlo das Doenças, dos Estados Unidos, indicou, ontem (6ªfª, 24) no seu website, os seis novos sintomas que acompanham a doença do coronavírus: calafrios, tremores repetitivos a acompanhar calafrios, dores musculares, dor de cabeça, garganta inflamada, perda recente de gosto (paladar) ou olfato (cheiro).

Covid-19: Tem três vezes mais sintomas, indica estudo que foca dados de otorrinolaringologia

Um estudo da AAO-Academia Americana de Otorrinolaringologia divulgado ontem indica que mais de um quarto dos 619 doentes de coronavírus observados tinha como um dos primeiros sintomas a perda recente de gosto (paladar) ou olfato (cheiro).

O primeiro paciente destacado foi o basquetebolista Rudy Gobert — o francês centro do Utah Jazz, de Salt Lake City — que depois de diagnosticado disse, em entrevista ao Miami Herald em 17 de março, que havia "quatro dias não sentia o cheiro de nada".

Imunidade: muitas incertezas

A OMS emitiu hoje (sábado) um alerta sobre os "passaportes imunológicos", processo usado por alguns países na tentativa de voltar à normalidade.

A emissão de tais certificados pode incitar a comportamentos de risco, segundo a OMS, já que, até ao momento, não existem provas de que uma pessoa infetada e que recuperou da doença não possa voltar a apresentar sintomas.

A presença de anti-corpos no paciente curado, da doença do coronavírus, não é por si garantia de imunidade, conclui a OMS.

Ataca os sistemas respiratório, cardiovascular, forma coágulos

A hipótese de que uma das causas da grande letalidade do coronavírus está ligada a tromboses — "não é pneumonia, é coagulação intravascular disseminada" — tinha já sido colocada por médicos em Itália.

No país europeu com mais óbitos, as autópsias aos falecidos por coronavírus começaram a revelar que as causas eram mais variadas e complexas. Os coronavírus atacam não apenas os pulmões mas também os rins, o fígado, o coração, o cérebro.

Mas o destaque foi dado esta semana, na 5ªfª, 22, ao relatório dum médico-cirurgião de Atlanta. O dr. Alan Coopersmith fez soar o alarme para um eventual erro de diagnóstico sobre o coronavírus como doença respiratória.

O relatório, baseado em discussões em grupo de médicos de vários hospitais, refere a presença de coágulos na maior parte dos pacientes. Com o novo diagnóstico também a terapêutica tem de ser revista, com novas prioridades a terem de ser atendidas.

Combater o coronavírus com "antibióticos, anti-inflamatórios e anticoagulantes", é a proposta de Coopersmith.

Entretanto há perguntas do senso comum que pedem resposta, urgente: Os tão reclamados ventiladores em elevado número serão mesmo necessários? Será necessária a corrida para aumentar o número de UCIs, unidades de cuidados intensivos, para responder aos doentes do novo coronavírus?

Fontes: Referidas/Washington Post/Corriere.it/. Foto de Rudy Gobert (Wikipedia)

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