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Covid-19: UCID preocupada “fundamentalmente” com questões sociais e económicas 23 Abril 2020

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) quer que o Governo “faça tudo para que a população cabo-verdiana não sofra com a pandemia” da covid-19 e diz-se preocupada “fundamentalmente” com as questões sociais e económicas, segundo revela a Inforpress.

Covid-19: UCID preocupada “fundamentalmente” com questões sociais e económicas

O líder da UCID, António Monteiro, que participou no debate da sessão parlamentar de Abril directamente da ilha de São Vicente, via videoconferência, “para analisar o presente e perspectivar o futuro”, chamou a atenção do executivo “para que o presente seja profundamente reanalisado”, visando dotar todas as famílias e empresas dos recursos necessários para a manutenção dos postos dos trabalhos.

O parlamentar considerou que o Governo tem feito “algo muito importante”, mas que é preciso fazer-se “muito mais”, tendo exemplificado que no caso particular de São Vicente “há muitas famílias que, infelizmente, não conseguiram ter o apoio que precisam para debelarem um pouco a crise”.

Segundo a mesma fonte, Monteiro exortou o executivo a esforçar-se “um pouco mais” para que as famílias tenham o que considera ser devido para a minimização da crise e reforçou este apelo para que as empresas cabo-verdianas tenham os recursos financeiros, “sem nenhum tipo de burocracia”, para que continuem a contribuir para o sustento da economia.

Por tudo isto, alertou para a necessidade de se “perspectivar o futuro relativamente aquilo que vem” nos próximos meses, que o mesmo classifica de “uma grande incógnita”, que carece de “soluções matemáticas complexas e capacidades muitas, para que o povo e a Nação possam sair da pandemia com alguma esperança no futuro.

António Monteiro exortou o Governo a encontrar outras soluções técnicas para o desenvolvimento económico e social do País, a par do turismo, ao mesmo tempo que exigiu a criação de medidas de protecção para todos os agentes da saúde pública, agentes de segurança e policiais, para que não sejam contaminados ao serviço da Nação.

Reclamou, prosseguiu a Inforpress, a falta de produtos como álcool, álcool gel e máscaras, e sugere que nas lhas infectadas como Boa Vista, Santiago e São Vicente, o Governo coloque os equipamentos para fazer as análises, a fim de ser “mais célere” a resposta que a pandemia requer.

O debate da manhã de hoje, 22/04, introduzido pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) ficou, entretanto, marcado pela ausência do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, “por razões de ordem maior”, a quem seria solicitadas as respostas, para desconforto da oposição, já que não pôde ser substituído.

De acordo com dados oficiais da Direcção Nacional de Saúde, Cabo Verde conta com 73 casos positivos, sendo 52 testados na ilha da Boa Vista, 20 em Santiago (19 na cidade da Praia, um no concelho do Tarrafal) e um na ilha de São Vicente.

Dois dos casos em Santiago estão oficialmente registados como sendo importados na Boa Vista.

Dos casos confirmados, registou-se um óbito a um cidadão inglês de 62 anos, que se encontrava de férias na ilha da Boa Vista, e um doente dado como recuperado.

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