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Covid-19/: UCID teme que pessoas e empresas continuem a ter “grandes dificuldades” durante estado de emergência 03 Maio 2020

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) disse hoje que o seu partido teme que muitas pessoas e empresas continuem a ter “grandes dificuldades” durante a vigência do estado de emergência em Santiago e Boa Vista.

Covid-19/: UCID teme que pessoas e empresas continuem a ter “grandes dificuldades” durante estado de emergência

“Já dissemos que concordamos com as medidas anunciadas pelo Governo. Pensamos que os anúncios feitos vão de encontro aquilo que nós pensamos ser o melhor para ajudar não só as famílias, as pessoas, mas acima de tudo e também as empresas”, disse, segundo a Inforpress, António Monteiro na sua intervenção inicial na sessão extraordinária para debater e autorizar o pedido do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, para a prorrogação do estado de emergência nas ilhas de Santiago e Boa Vista.

No entanto, afirmou, a UCID tem uma “preocupação muito grande”, com a declaração de mais 12 dias de estado de emergência para as ilhas de Santiago e Boa Vista, se não se rever a situação em termos de apoios.

“A UCID teme que muitas famílias e muitas empresas e muitas pessoas irão continuar a ter grandes dificuldades. Chamamos atenção senhor primeiro-ministro não é por uma vontade simples de chamar atenção, é porque nós temos andado no terreno e temos ouvido as reclamações das pessoas pelo menos aqui em São Vicente e temos seguido nas redes sociais e em contacto com pessoas da nossa confiança, a situação que muitas pessoas estão a viver em outras ilhas”, acrescentou.

Neste sentido, acrescentou António Monteiro citado pela Inforpress, que a UCID faz um “pedido muito especial” ao primeiro-ministro, Ulisses Correia, para que faça cumprir aquilo que foi a emanação do Governo.

“Para que realmente as coisas possam funcionar, para que o cidadão que esteve todos esses dias em casa e que vai estar mais 12 dias no isolamento, possa ter a possibilidade de ter os recursos quer financeiros, quer em termos de víveres para poderem levar a vida com menor problema”, defendeu.

A UCID chamou ainda a atenção do primeiro-ministro para a questão da movimentação dos cidadãos que, por um motivo ou por outro, ficaram retidos nas ilhas.

“Nós pedimos para que o Governo analise e faça realmente aquilo que tem de ser feito todos os cuidados necessários para que, por exemplo, as ilhas onde não se verificou o coronavírus, estas pessoas possam voltar ao seio das suas famílias”, disse.

Finalizando, António Monteiro referiu que “não se pode, de maneira nenhuma, utilizar este momento para tirar proveitos ou ganhos políticos”.

“Nós estamos de acordo com as medidas do Governo, mas queremos que na prática as coisas se processem de forma mais rápida e mais célere para que as famílias possam ter os recursos necessários para poderem continuar a levar uma vida com menos dificuldade possível”, finalizou, segundo a Inforpress.

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