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Covid-19: União Europeia quer manter 14 dias de quarentena — "Voltámos aos números que tínhamos em março" 04 Setembro 2020

Os governos dos 27 países receberam, na quarta-feira, 2, aviso de Bruxelas para não reduzirem — como pretende a Alemanha, que quer cinco dias — o tempo de quarentena da Covid-19. A autoridade europeia da Saúde lembrou que, em 4 por cento dos casos, a infeção desenvolve-se após as duas semanas.

Covid-19: União Europeia quer manter 14 dias de quarentena   —

"Procuramos apresentar provas sobre os riscos em que os decisores incorrem se reduzirem o tempo de quarentena", disse Andrea Ammon, a diretora do ECDC-Centro Europeu de Prevenção e Controlo Sanitário (ECDC) na reunião desta semana com os deputados europeus.

O esclarecimento veio depois que o governo da Alemanha, o maior país da União, informou Bruxelas que a partir de outubro reduzirá de catorze para cinco dias o tempo de quarentena. Aliás, os reinos da Noruega e dos Países-Baixos implementaram já a medida.

A parcial mitigação das restrições impostas na União Europeia fez-se acompanhar do ressurgimento de casos.

A taxa de infeções de 460 (por milhão de habitantes) registada na semana passada na Europa mostra que "o vírus não esteve a dormir no verão, não entrou de férias", disse a diretora da agência aos deputados em Bruxelas.

"Voltámos aos números que tínhamos em março", o mês do início do pico da pandemia na Europa. Em abril, o aumento de infeções atingiu a taxa de 700 na Europa — inclui, além dos 27 membros da UE, o Reino Unido, Islândia, Noruega e o Liechtenstein.

Há contudo duas ordens de diferença entre agosto-setembro e março-abril. Uma, é o aumento do número de testes. Outra é que os atuais infetados são maioritariamente jovens, o que se traduz em menor número de hospitalizações do que dantes, quando eram sobretudo os idosos os mais afetados.

Taxa de letalidade: Alemanha melhor que Países-Baixos, Portugal

Segundo dados da OMS, a Bélgica, a Espanha, Reino Unido, Itália, Suécia, França, Países-Baixos, Irlanda são os países europeus com a mais elevada taxa de letalidade (excluindo a taxa de 1.237 em San Marino), respetivamente de 853, 625, 611, 587, 577, 470, 364 e 359.

A taxa da Alemanha, com 112 é melhor que as de Portugal, com 179, Luxemburgo que é de 198, Suíça, com 232, e pior que a Noruega, com 49, a Islândia, com 29, ou a Grécia, com 27.

Fontes: L’Express/Le Figaro/Euronews/DW. Fotos (L’Express/NASA): O infectologista Eric Caumes aponta que os sete mil novos casos em França, em 24 horas, neste início de setembro, têm sobretudo epicentro no campo naturista (nudista) internacional de Cap D’Agde no sul do país.

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