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Covid-19: Universidade de Cabo Verde adia regresso de aulas presencias em Santiago 07 Junho 2020

A Universidade pública de Cabo Verde (Uni-CV) anunciou, hoje (07/06), o adiamento do regresso das aulas presenciais em Santiago, que deveria acontecer nesta segunda-feira, devido ao “aumento progressivo” de casos de covid-19 na maior ilha do país.

Covid-19: Universidade de Cabo Verde adia regresso de aulas presencias em Santiago

“Para a segurança de todos, considerando que ainda não temos o visto da Delegação de Saúde para a retoma das aulas presenciais, como recomendado pelas autoridades nacionais, fica suspensa a autorização de reabertura das sessões presencias no dia 8 de junho, na ilha de Santiago, até comunicação oficial em contrário”, anunciou a reitora da Uni-CV, Judite Nascimento, num comunicado dirigido à comunidade académica.

A Uni-CV justifica o adiamento com o "aumento progressivo" de casos positivos de covid-19 e com “uma considerável concentração” na ilha de Santiago, seguindo assim as recomendações do Governo de Cabo Verde.

No mesmo comunicado, a reitora da universidade pública de Cabo Verde reiterou todas as restantes decisões e recomendações de um comunicado divulgado em 31 de maio, que dava conta da retoma das atividades presenciais de forma gradual.

A retoma das atividades presenciais aconteceu em todos os polos em 02 de junho, exceto nos da ilha de Santiago, que foi programada para segunda-feira, 8 de junho, com a “necessidade de se garantir todas as condições de segurança” ao funcionamento das aulas e ao distanciamento social.

Mesmo assim, a reitora indicou que mantém as medidas de segurança nos polos com atividades presenciais, como a criação de condições para lavagem das mãos com água e sabão à entrada de todos os campus da Universidade de Cabo Verde.

Além disso, existem equipas de gestão da implementação do plano de contingência em todos os campus da Uni-CV, foram reorganizadas as salas de aula de forma a salvaguardar o espaçamento das carteiras e dos estudantes (pelo menos um metro) e está prevista a limpeza diária das “carteiras” e salas com água e desinfetante.

Também estão disponíveis salas de isolamento equipadas, em todos os campus, para apoio aos membros da comunidade académica em situação de suspeita de infeção pelo covid19, e está previsto o funcionamento das salas de aula com as janelas abertas, salvaguardando a sua ventilação permanente.

Na primeiro comunicado, a Uni-CV referia que os docentes devem garantir o cumprimento dos objetivos das unidades curriculares até 14 de agosto próximo, e sempre que possível, garantindo o acesso absoluto de todos os estudantes, devem continuar a disponibilizar as aulas teóricas à distância e a Uni-CV continuará a garantir todo o suporte tecnológico necessário.

O estabelecimento de ensino determinou que a realização das unidades curriculares terminais, que requerem a frequência dos estudantes a espaços públicos, fica dependente da retoma dos trabalhos presenciais nos diversos setores e das orientações das autoridades nacionais e das instituições de acolhimento.

E devido à situação atual, a Uni-CV referiu que os estudantes que tiveram os trabalhos de fim de curso adiados estão isentos de quaisquer encargos adicionais perante a universidade, ficando cobertos pelas propinas do ano letivo.

Cabo Verde registou um acumulado para 554 de covid-19 e a ilha de Santiago, onde vigora o estado de calamidade, contabiliza 86,6% do total (480), e a cidade da Praia, onde está o polo principal da Uni-CV, regista 83,2%, representando 461 casos.

Os restantes casos são nas ilhas da Boa Vista (57), São Vicente (09) e Sal (08).

Do total de casos registados, contabilizam-se cinco óbitos, dois doentes foram transferidos, 240 recuperados e o país tem neste momento 307 doentes internados nos isolamentos institucionais.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 400 mil mortos e infetou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. A Semana com Lusa

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