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Covid-19 contada por 38 cérebros, 87 pulmões e 42 corações — Hipótese dengue 07 Julho 2020

O mundo atingiu mais de onze milhões e meio de infeções e mais de 525 mil óbitos, as autópsias sobre pacientes que sucumbiram ao coronavírus estão a revelar informação que pode ajudar outros a viver. Os patologistas estão a descobrir que os pulmões estão entre os órgãos mais afetados, através de uma célula que devia estar noutro sítio e que se relaciona com a dengue.

Covid-19 contada por 38 cérebros, 87 pulmões e 42 corações — Hipótese dengue

A equipa de patologistas do laboratório da NYU Langone Health ficou surpreendida com a descoberta de uma célula associada à dengue. Viam-na agora pela primeira vez e confirmaram a sua existência através dum relatório dos anos de 1960, sobre um paciente com a febre dengue.

A doença da dengue transmitida por um mosquito tropical caracteriza-se por um vírus que parece destruir as células produtoras de plaquetas, o que provoca hemorragias descontroladas. A equipa observou que o novo coronavírus parece amplificar esse efeito através de coágulos perigosos.

Pulmões, o ógão mais afetado

O patógeno da Covid-19 aparece em partes do cérebro, rins, fígado, tracto gastrointestinal, e nas células endotélias das veias, mas "predomina nos pulmões, que ataca ferozmente", segundo as autópsias, feitas nos principais países afetados e que há dois meses começaram a revelar o que pode ser a principal causa mortis por Covid-19.

Os coágulos, popularmente conhecidos como veias entupidas, também acompanham as formas mais graves da doença do coronavírus.

Uma equipa do Mount Sinai Health que fez 67 autópsias entre abril e junho revelou que ao contrário do que esperavam não encontraram nenhuma relação entre a Covid-19 e as doenças neurológicas. Também se supreenderam com a ausência de miocardite — que causa inflamação nos músculos do coração. Esta doença cardíaca tem sido associada em alguns estudos a casos de coronavírus.

Outra descoberta da mesma equipa é que a falta de oxigénio e a formação de coágulos pode começar muito cedo e passar despercebida.


Cabo Verde: a prevenção

Neste 2020 atípico, é importante lembrar que as medidas que as autoridades recomendam a cada um de nós na proteção contra o novo coronavírus têm de vir acompanhadas da habitual prevenção das doenças transmitidas pelos mosquitos, como a malária/paludismo.

Em relação à febre dengue não houve, desde 2010, quaisquer registos da doença em Cabo Verde.

O até esta data único estudo entomológico e virológico, divulgado em 2009 por investigadores do Instituto Pasteur de Dakar, indicava que os mosquitos em Cabo Verde não estavam infectados pelo vírus da febre dengue.

As autoridades sanitárias têm feito campanhas de sensibilização, luta anti-larvar, distribuição de folhetos e cartazes e apelos à colaboração dos parceiros e da população.

A tarefa de diminuir a prevalência de doenças transmitidas por vectores deve ser assumida como uma responsabilidade de todos, já que os focos de mosquitos muitas vezes são formados e mantidos pelas próprias pessoas nos seus lares.

Entre as medidas a tomar por cada um de nós estão: reforçar medidas de proteção individual para evitar a picada do mosquito (colocação de redes nas janelas, fazer a fumigação no domicílio, usar repelentes, entre outras), armazenar a água de forma correta, tapando todos os recipientes, bidões, tanques, vasilhas, cisternas e outros, evitando assim os criadouros do mosquito vectorial.

Fontes: Washington Post/Referidas. Arquivo: Cabo Verde regista um morto e 50 casos de paludismo, 19.10.2016

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