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Covid-19 e Remdesivir: Fármaco promete 30 Abril 2020

O Remdesivir é um antiviral que foi utilizado no surto de Ébola e foi agora comprovado que reduz a duração dos sintomas da doença do coronavírus de 15 para 11 dias, em ensaios clínicos levados a cabo em hospitais de diversos países.

Covid-19  e  Remdesivir: Fármaco promete

O fármaco tem o potencial para salvar vidas, reduzir a pressão no sistema de Saúde e levar a suavizar as medidas de quarentena e isolamento. Mas ainda não é a "bala mágica" que resolve a crise pandémica do coronavírus.

O antiviral Remdesivir, que ajudou no tratamento do surto de Ébola, atua contra o vírus ao atacar uma enzima necessária para o corona se reproduzir dentro das células.

Mais de mil pessoas participaram nos testes clínicos conduzidos pelo NIAID-Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. Uma parte dos doentes tomaram o fármaco, outros receberam apenas um placebo.

O infectologista Anthony Fauci, que dirige o NIAID explicou: "Os dados mostram que o Remdesivir tem um efeito benéfico, no que respeita ao tempo da duração da doença", os resultados "provaram" que "este fármaco pode bloquear o vírus" e que "podemos tratar os doentes", afirmou o também consultor da Casa Branca.

O impacto sobre os óbitos é que é menos notável: os que receberam o Remdesevir tiveram uma mortalidade de 8% enquanto os que receberam o placebo foi de 11,6%.

No entanto, os cientistas chamam a atenção para o facto de que a diferença pode não ser real, por representar apenas uma amostra que pode não ser estatisticamente relevante.

Há também muitas perguntas ainda sem resposta, como se o grupo etário é relevante. O mesmo sobre as doenças prévias, a permanência em UCI-unidade de cuidados intensivo, etc.

A publicação do relatório completo nos próximos dias deve responder a algumas das questões.

Entretanto, o Prof. Mahesh Parmar, diretor da Unidade de Ensaios Clínicos da UCL, avisa: "Antes de poder ser generalizado o seu uso, o fármaco, esta experiência tem ainda de ser submetida aos reguladores que avaliarão se o fármaco tem condições para ser autorizado pelas autoridades de Saúde nos diversos países.

Fontes: BBC / . Foto(Getty): (Quase) Aprovado.

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