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Covid-19 e cloroquina: Sem base científica Bolsonaro decreta uso ampliado com autorização do paciente —Trump que tem ações na Sanofi revela: "Tomo hidroxicloroquina" 22 Maio 2020

O presidente Bolsonaro assinou a medida que desde ontem (4ªfª, 20) amplia o uso do fármaco, que as instituições médicas querem limitado, e apresentou-o nos seguintes termos: "O último protocolo permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, esse novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma". "Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma [refrigerante] Tubaína", ironizou. O presidente dos Estados Unidos anunciou esta segunda-feira que "há uma semana e meia" está, a título preventivo, a tomar (hidroxi)cloroquina, o fármaco antipalúdico que ele tem elogiado para o tratamento e prevenção da doença do novel coronavírus. O ’New York Times’ descobriu os interesses de Trump na Sanofi, que produz o fármaco.

Covid-19 e  cloroquina:  Sem base científica Bolsonaro decreta uso  ampliado com autorização do paciente —Trump que  tem ações na Sanofi revela:

Bolsonaro e Trump estão no centro da acesa controvérsia que envolve o uso da (hidroxi)cloroquina no tratamento de doentes de Covid-19. Os dois presidentes têm, dada a pandemia em curso, defendido o uso generalizado do fármaco antipalúdico baseado no quinino.

A agência francesa de medicamentos e produtos de saúde voltou a alertar para os efeitos colaterais que são um "sinal de alerta importante" sobre uma "fragilidade particular" no nível cardíaco observados em pacientes de Covid-19 tratados com este medicamento, segundo a AFP noticia esta segunda-feira, 18.

Também a agência americana equivalente, a FDA — que admite que a (hidroxi)cloroquina aprovada há 40 anos possa ser utilizada em outras doenças que não a malária — alerta que a utilização do fármaco em ’ambiente não-hospitalar controlado’ tem vários perigos associados e pode ser fatal.

Trump na promoção da (hidroxi)cloroquina

Nos últimos dois meses, a demanda mundial do fármaco baseado no quinino (substância em uso há séculos no tratamento da malária) explodiu decerto impulsionada pelos tweets laudatórios e pronúncias clamorosas do presidente americano.

Esta semana, a acompanhar a revelação do presidente Trump, o médico pessoal da Casa Branca, Sean P. Conley, explicou que "após numerosas discussões sobre os prós e os contras que ambos tínhamos sobre o uso da hidroxicloroquina, concluimos que há mais benefícios que riscos" no tratamento.

Entretanto a OMS acautela que o uso de hidroxicloroquina, e da sua variante cloroquina, no tratamento da doença do novo coronavírus só deve fazer-se em contexto hospitalar e com as reservas necessárias.

Entre outras razões, porque o seu uso como antipalúdico ou na terapia de artrites reumatoides e lúpus não é isento de perigos.

Como tratamento de coronavírus, as reservas são ainda maiores: não foi comprovada a sua eficácia, neste momento em que quase tudo está por definir, desde a dosagem correta e o tempo do duração do tratamento, os efeitos secundários, entre outros critérios pertinentes, alerta a OMS.

Acionista da Sanofi

O presidente Trump "tem algumas ações da Sanofi, a farmacêutica" sediada em França, "que fabrica o Plaquenil, que é o nome comercial da (hidroxi)cloroquina", noticiou em 6 de abril o diário novaiorquino.

O Washington Post fez notar, na edição de 8 de maio, que o pequeno montante do investimento inicial, em 2018, terá aumentado entretanto mas que Trump há dois anos que não atualiza a declaração anual de rendimentos.

Fontes: Globo/DW.de/ Washington Post/AFP/NY Times. Foto: Trump "tem algumas ações da Sanofi, a farmacêutica que fabrica o Plaquenil, que é um dos nomes comerciais da (hidroxi)cloroquina".

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