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Covid-19 em Moçambique: Uso de medicamento recomendado por presidente de Madagáscar está a ser ponderado 30 Abril 2020

Moçambique é o terceiro país lusófono sem registo de óbitos por coronavírus, mas em duas semanas passou de zero a 76 casos de infeção. A progressão dos casos, sem que se vislumbre medicamentos para tratar a doença ou vacina para a prevenir, está a levar às receitas "milagrosas" sem qualquer confirmação científica. Em depoimento esta manhã à RTP África, uma autoridade de Saúde em Maputo confirmou que o país está a estudar a viabilidade científica do "remédio tradicional" que o presidente de Madagáscar tanto elogia.

Covid-19 em Moçambique:  Uso de medicamento recomendado por presidente de Madagáscar está a ser ponderado

A diretora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, disse no noticiário das oito da RTP África (4ªfª, 29) que as autoridades da Saúde de Moçambique estão a estudar a viabilidade científica do "remédio tradicional" malgaxe.

O presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, confiante nos benefícios do "chá de ervas contra a Covid-19" — que os cientistas malgaxes desenvolveram para a nova doença, a partir da utilização da artemísia como antipalúdico não reconhecido pela OMS — terá abordado a questão com o seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi.

A proximidade entre Moçambique e Madagáscar, apenas separados pelo Canal de Moçambique, estará a facilitar a comunicação sobre os eventuais benefícios do remédio tradicional malgaxe feito à base de artemísia, que em Cabo Verde chamamos losna.

A confiança que Andry Rajoelina — reeleito em 2019, depois de ter sido eleito em 2009, com apenas 34 anos — deposita nesse remédio é tão grande que mandou soldados fardados, mas sem armas, irem de porta em porta nas ruas da capital, Antananarivo, distribuir o "chá de ervas contra a Covid-19".

O medicamento batizado CVO-Covid Organics foi concebido pelo IMRA-Instituto Malgaxe de Investigação Aplicada.

O presidente destacou que o mesmo é, em parte, responsável por duas das 39 curas (registadas até dia 22) e zero óbitos e algumas curas da doença.

A República de Madagáscar conta 128 casos confirmados, 90 curas e zero óbitos até esta quarta-feira, 29, segundo os dados da Worldometers atualizados.

Fontes: RDP África/Worldometers/https://afrique.latribune.fr/politique/politique-publique/2020-04-21/madagascar-artemisia-l-arme-controversee-de-rajoelina-contre-le-covid-19-845778.html

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