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Covid-19 na Alemanha: Extrema-direita faz manifestação ’anticorona’ em Berlim 31 Agosto 2020

No domingo, 30, o governo alemão condenou como "inaceitáveis" os eventos da noite anterior que, começaram por uma "grande manifestação" — de 20 mil pessoas, contra as restrições" impostas em nome do combate à pandemia de Covid-19 — e derraparam para confrontos com a polícia e a tentativa de invadir a casa parlamentar.

O ministro alemão da Administração Interna, Horst Seehofer, não hesitou em evocar os partidos da extrema-direita, como responsáveis pelos atos dos "extremistas e arruaceiros" que tentaram forçar a entrada no edifício do Reichstag, a sede da Câmara dos Deputados, o "centro simbólico da nossa democracia".

Também o presidente da República, Frank-Walter Steinmeier, se pronunciou contra "o ataque extremista dirigido ao coração da nossa democracia" que "jamais aceitaremos".

1º ato após queda

A manifestação "anti-corona" é o primeiro ato de vulto que o partido de extrema-direita AfD-’Alternativa para a Alemanha’ organiza depois de ter visto em maio cair a sua taxa de aprovação, mais de 60 por cento (de 25 para 10).

A crise pandémica em curso — mais de oito mil mortes em 177 mil casos confirmados, na Alemanha — abateu logo no primeiro trimestre o partido cuja ascensão em 2019 se deu graças à xenofobia erguida como arma de arremesso contra a CDU da chanceler.

O "partido de extrema-direita mais bem sucedido dos últimos 75 anos na Alemanha", como o classificaram os politólogos, o AfD surgiu em resposta a uma crise profunda na região da Baviera, da antiga Alemanha Comunista", ex-RDA. A região deprimida fez gradualmente uma viragem da esquerda à direita e à extrema-direita que incluiu segmentos como os judeus (Alemanha: Judeus pró-AfD defendem que o partido de extrema-direita não é antissemita, 08.out.019).

O crescimento do partido AfD foi ainda impulsionado pela sua oposição à política imigratória humanística defendida pela chancelerina (Alemanha: Extrema-direita cresce nas eleições regionais — AfD na ex-RDA, zona deprimida, 02.set.019).

Fontes: Der Bild/DW.de/Le Monde.

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