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Covid-19 na Argentina : Mistério médico dos 64 marítimos contagiados a bordo após 35 dias em alto-mar 15 Julho 2020

A imprensa argentina anuncia hoje mais 57 casos de contágio no navio pesqueiro Echizen Maru, ancorado no porto de Ushuaia, ’a cidade mais austral do mundo’. O caso está a intrigar os médicos, já que todos os 68 tripulantes tinham testado negativo ao fim de uma quarentena de catorze dias num hotel de Ushuaia. No regresso ao fim de trinta e cinco dias em alto mar a pescar, os 64 casos de teste positivo desafiam a equipa de epidemiologistas que os acompanha.

Covid-19 na Argentina : Mistério médico dos 64  marítimos contagiados a bordo após 35 dias em alto-mar

A traineira Echizen Maru — que opera nos mares do sul, na província argentina de ’Tierra del Fuego, Antártida Atlántico’ — regressou a terra depois de alguns dos seus tripulantes terem revelado sintomas típicos da Covid-19, explicou à AFP o ministro da Saúde da província distante mais de dois mil quilómetros da capital argentina, Buenos Aires.

Segundo o governante, além do total de sessenta e quatro positivos, dois testes deram negativo e outros dois estão pendentes. Três dos infetados estão hospitalizados. Sessenta e um permanecem a bordo do navio pesqueiro, ancorado no porto da cidade-capital provincial, com acompanhamento médico permanente.

A equipa médica, que acompanha este grupo de doentes de Covid-19, está a analisar a cronologia dos sintomas na tripulação para estabelecer a "cronologia do contágio".

Este é "um caso que escapa a qualquer descrição feita nas publicações especializadas, porque um período de incubação tão longo nunca foi descrito em lado nenhum", segundo expressou o diretor do departamento de infecciologia do hospital regional de Ushuaia.

Primeiro caso em 3 de março

A pandemia do coronavírus, confirmada desde 3 de março na Argentina — onde a primeira quarentena foi fixada para entre 20 de março e 12 de abril —, totaliza hoje cento e seis mil, novecentas e dez pessoas infetadas.

O número de óbitos é de mil novecentos oitenta e sete, desde que em 7 de março ocorreu a primeira morte. Mas a ligação entre o óbito e o vírus só foi confirmada postumamente (após a morte do paciente). A maior parte dos casos concentra-se na área da capital, Buenos Aires.

Letalidade: Argentina 44, Cabo Verde 34

A Argentina e Cabo Verde estão próximos quanto à taxa de letalidade — medida em número de óbitos por milhão de habitantes.

Do mesmo grupo, com taxas entre 44 e 34 constam: El Salvador 44, a Polónia 42, Israel e a Bulgária com 41, a Martinica 40, o Egipto 39, o Montenegro 38, a Guiné-Equatorial 36, a Albânia e Guadeloupe com 35, Emirados Árabes 34.

Fontes: Clarín/TN. Foto (Télam): A traineira onde 64 marítimos entraram com teste negativo e saíram com teste positivo.

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