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Covid-19 na China: Morreu um dos dois médicos que fármaco deixou com sintoma raro 18 Junho 2020

O médico Hu Weifeng morreu de complicações da doença do coronavírus, cinco meses depois de ter sido infetado em janeiro. O médico-urologista, que trabalhava no hospital central de Wuhan, tal como a diretora do serviço de urgência do Hospital Central de Wuhan, Ai Feng, e o oftalmologista Li Wenliang — os primeiros a dar o alerta sobre o surto — foi notícia em maio, juntamente com o seu colega Yi Fan, ambos de 42 anos, pelo efeito inesperado que o tratamento com antibiótico lhes provocou: a pele ficou extremamente escura, um fenómeno único observado no desenrolar da doença do coronavírus.

Covid-19 na China: Morreu um dos dois médicos que fármaco deixou com sintoma raro

A alteração da cor da pele dos médicos explica-se, segundo um comunicado do hospital da Cruz Vermelha em Wuhan, por um efeito secundário do tratamento com um tipo de antibiótico, que lhes causou danos consideráveis no fígado.

O fenómeno foi explicado em conferência de imprensa no dia 10 de maio com a apresentação de fotos que mostraram a pele escura em 20 de abril, ao fim de quase três meses de tratamento com antibiótico, e em maio o regresso à cor natural, após a cessação do uso do fármaco.

A coloração foi gradual assim como o regresso à tonalidade natural um mês depois de cessar o tratamento.

Ambos os médicos que sofreram a coloração da pele estiveram ligados a uma máquina ECMO. O cardiologista Yi Fan, que teve a vida presa pela máquina durante 39 dias, sobreviveu. Hu Weifeng, que esteve ligado 74 dias — entre 7 de fevereiro e 22 de abril—, ao fim dos quais foi retirado dessa máquina de suporte de vida, continuou na UCI-unidade de cuidados intensivos — até à morte no dia 2 deste mês.

ECMO: respirar fora do corpo

A oxigenação por uma membrana extracorpórea (ECMO, sigla em inglês) parece ter saído da ficção científica: a máquina aspira o sangue, oxigena-o e devolve-o ao corpo.

É uma ferramenta médica dita "de último recurso", usada quando os pulmões ou o coração falham. A primeira vez que se ouviu falar da ECMO foi em dezembro último quando a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Vall d’Hebron, em Barcelona utilizou a ECMO para ressuscitar uma mulher cujo coração parou de bater por mais de seis horas", segundo informação no site do HU Vall D’Hebron e na imprensa de referência.

"É uma opção de último recurso", disse à BBC o médico Jordi Riera, que dirige o programa ECMO no hospital de Barcelona, "mas sem dúvida essa terapia será aplicada com mais frequência em pacientes com pneumonia por Covid-19 do que em outras situações".

Fontes: SCMP/ BBC/ Relacionado: Cientistas convictos de que "a China esconde os números reais" e mostra "a ponta dum imenso icebergue", 09.fev.020; Covid-19 atinge atinge 798.781 casos e 38.599 óbitos — 1ª informação veio de médica Ai Fen, 31.mar.020. Fotos: A alteração da cor da pele explica-se, segundo um comunicado do hospital onde o fenómeno se deu, em Wuhan, por um efeito secundário do tratamento com um tipo de antibiótico, que danifica o fígado. LS

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