MUNDO INSÓLITO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Covid-19 no Equador: Alba declarada morta afinal estava viva 05 Maio 2020

A doença do novo coronavírus no Equador — onde se contam mais de trinta e uma mil infeções e 1.569 óbitos — já causou o colapso do sistema hospitalar. Em Guayaquil, epicentro do surto no país sul-americano, a senhora Alba Maruri é a prova viva do caos reinantes: ela viveu para ver a "sua" certidão de óbito mas também as "suas" cinzas.

Covid-19 no Equador: Alba declarada morta afinal estava viva

A agência noticiosa francesa AFP e o online local El Universo trazem nesta segunda-feira, 4, o insólito caso da declarada morta que afinal estava viva.

A equatoriana Alba Maruri de 74 anos foi hospitalizada há um mês com febre alta e dificuldades respiratórias. O diagnóstico médico deu Covid-19. Dois dias depois, a família foi notificada da morte de Alba.

Um sobrinho, Jaime Morla, foi incumbido da penosa tarefa de ir à morgue reconhecer o corpo.

"Eu estava com medo de ver o rosto dela. Estava a um metro e meio de distância. Ela tinha o mesmo cabelo, o mesmo tom de pele", disse Jaime Morla, à AFP.

O corpo depois de reconhecido, com a devida distância de segurança por causa do receio de propagação de Covid-19, foi levado. Como está a acontecer com frequência em diversos países, seguiu-se a cremação (mesmo com polémica pelo meio, como em Covid-19: Cremar ou não divide Argentina e comunidade de judeus, mas já há acordo sobre banhos,31.mar.020). A família recebeu as cinzas.

Ao fim de quase um mês de luto por Alba, acontece o inesperado. Do hospital telefonam a avisar que "Alba saiu do coma e chama pela irmã".

Aura, irmã de Alba só tem uma explicação: "É um milagre. Durante quase um mês, pensámos que ela estava morta". Mas há também o espanto: "E nós temos as cinzas de outra pessoa!", diz.

Alba 3 semanas em coma

As "dificuldades respiratórias" de Alba foram mal diagnosticadas : ela estava, afinal, em coma. Assim permaneceu durante três semanas — imagine-se em que condições. Mas acordou e logo pediu aos médicos, embaraçados, para avisarem a Aura, a irmã.

O hospital já pediu desculpa pelo engano, mas a família quer ser recompensada por duas razões. Uma, porque teve de pagar a cremação. Também porque, depois de ter deitado fora o antigo, teve de comprar um colchão novo para a ’ressuscitada’ Alba.

Fontes: Referidas. Foto: As exéquias guayaquilenses, na cidade epicentro do surto no Equador, tornaram-se uma raridade e as cremações são habituais.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project