As instruções, para o estado de emergência decretado em março, eram claras quanto ao apelo para os britânicos das quatro nações não saírem de casa, mas abriam espaço no caso de estar em causa uma criança.
"Se tiver crianças, siga as instruções o melhor que puder, no entanto, estamos cientes que nem todas estas medidas serão possíveis" de cumprir, lia-se nas instruções do Ministério de Saúde.
Esse entendimento de Cummings é apoiado pelo primeiro-ministro que no encontro diário frente ao número 10 da "Downing Stret" — a sede do governo em Londres —afirmou a contrariar os que pedem a demissão do seu braço-direito: "A minha opinião é que ele seguiu as instruções".
Ministro acha indefensável o "todos errados e só o conselheiro do governo está certo"
"As intenções até podem ter sido boas" disse o ministro demissionário Douglas Ross — ao apresentar a sua demissão na terça-feira, após na véspera o conselheiro justificar que a sua ação é legal —, mas "todos os que não puderam visitar familiares doentes", "enterrar os seus mortos" não vão poder aceitar a exceção.
O ministro-adjunto de Estado, Ross, de 37 anos, demite-se por considerar indefensável a posição de Cummings de que os cumpridores das regras do confinamento "estão todos errados e só o conselheiro do governo está certo".
O conservador escocês, que mantém o seu assento de deputado desde 2007 sucessivamente reeleito pelo círculo eleitoral de Moray na Escócia, recebeu o apoio de todo o parlamento escocês e do grupo parlamentar do reino da Escócia no parlamento do Reino Unido.
Fontes: Twitter/BBC. Fotos: (AFP) Graffiti no supermercado onde Cummings faz compras, perto da sua residência em Londres. Apoio a Dominic Cummings (foto Reuters) por Boris Johnson leva à primeira queda no seu governo: Douglas Ross (foto Reuters) demite-se por ser indefensável o "todos errados e só o conselheiro do governo está certo" .
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