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Covid-19 no mundo: 7 semanas depois ressurgem casos na Coreia do Sul — Cloroquina banida em França e outros 30 Maio 2020

O mundo atinge neste final de maio os seis milhões de casos. A Europa é o continente que a pandemia abalou com mais violência: 197 mil mortos em 2.084.058 casos confirmados. A Coreia do Sul vê um retrocesso: ao fim de sete semanas de desconfinamento, ressurgem novos casos.

Covid-19 no mundo: 7 semanas depois ressurgem casos na Coreia do Sul — Cloroquina banida em França e outros

Nos EUA, registam-se 1,757 milhão de casos e 102 mil óbitos. O segundo país com mais infeções é o Brasil com 44 mil casos e 25.967 óbitos e que na quinta-feira registou o record diário de 26.417 novos casos de infeção.

Mas a Europa, a abeirar os 200 mil casos, é o continente com mais casos e óbitos. O Reino Unido é o segundo país global e o primeiro europeu com mais mortes: 37.837 óbitos em mais de 169 mil casos nesta sexta-feira.

Em número de casos a Rússia está no topo-3, com mais de 400 mil casos. Os números altos começaram a surgir em fins de abril, e esta semana o ministro da saúde admitiu que os números reais são mais elevados e ainda não estão representados nas estatísticas. O país enfrenta ainda a escassez de equipamento de proteção para os profissionais de Saúde.

Coreia do Sul repõe mais duas semanas de restrições, aposta no Remdesivir

Setenta e nove novos casos, esta quinta-feira, a juntar-se aos quarenta e nove da véspera inquietam o país que em 5 de abril pôs fim ao confinamento.

As autoridades impuseram um novo confinamento que vai durar duas semanas. As escolas puseram fim ao ensino presencial, voltam as aulas online.

A Coreia do Sul erigida em modelo, com mais de 90 por cento de recuperados e controlo da propagação — dadas as medidas eficazes no combate ao novo coronavírus —, enfrenta pois uma segunda vaga do novo coronavírus. Tão inesperada como a primeira.

Esta sexta-feira, 29, as autoridades anunciaram que um painel de peritos do KCDC-Centro sul-coreano de controlo das doenças infeciosas aprovou a importação do Remdesivir, fabricado nos Estados Unidos, e que ajudou no tratamento do surto de Ébola.

É uma aposta no antiviral que o "superdoutor Anthony" Fauci afirma "tem um efeito benéfico, no que respeita ao tempo da duração da doença", pois "pode bloquear o vírus" e "podemos tratar os doentes" (Covid-19 e Remdesivir: Fármaco promete, 30.abr.2020).

A maior parte das novas infeções — após mais de sete semanas em que o país pensava estar livre do vírus — foram detetadas num entreposto dedicado ao e-comércio, situado nos arredores da capital, Seul. Os mais de quatro mil trabalhadores estão em isolamento.

Europa volta a proibir (hidroxi)cloroquina

A maior parte dos países europeus — com a notável exceção da Espanha — deixou de usar a cloroquina e a hidroxicloroquina, de acordo com a diretiva da OMS.

O fundamento é que os testes efetuados ao longo de mais de dois meses, não mostraram que resulte algum benefício e pelo contrário os efeitos colaterais indicam que há mais danos, designadamente no sistema cardiovascular, que podem conduzir à morte.

A França destaca-se pela proibição do uso da (hidroxi)cloroquina, por ser o país onde o médico Didier Raoult lançou o fármaco antimalárico como a solução para a nova doença viral vinda de Wuhan.

Dois meses depois de ter, em fins de março, levantado a anterior proibição — permitindo assim um período de testes experimentais sobre o uso na Covid-19 —a França volta atrás e esta semana o governo decretou contra o uso do fármaco.

A França tinha banido a cloroquina desde pouco antes de 2005, no seu uso específico como fármaco antimalárico.

Fontes: Reuters/Le Monde/... Foto: Novo surto de Covid-19 em entreposto de e-comércio nos arredores da capital sul-coreana, Seul, sete semanas depois.

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