Os relatos surgidos desde janeiro denunciam as manobras da China na região do Pacífico enquanto o mundo está preocupado em combater o coronavírus, como informa este sábado o Deutsche Welle.
Washington acusou logo a China de estar a "explorar os países vizinhos", tirando proveito da crise de Covid-19 para atingir fins estratégicos no Mar do Sul da China.
"Apelamos à República Popular da China para se manter focada nos esforços conjuntos de vários países para combater a pandemia global e para deixar de explorar a situação precária ou vulnerabilidade de outros estados com vista a expandir as suas reivindicações ilegais no Mar do Sul da China", disse o Departamento do Estado norte-americano em abril.
Mais de um mês e meio depois a acusação veio de novo à tona este fim de semana, com os líderes chineses a negar veementemente. O caso deu-se durante uma conferência de imprensa que encerrou as Jornadas Legislativas em Beijing/China.
"Nada, mesmo nada, justifica as alegações de que a China está a usar a Covid-19 para expandir a sua presença no Mar do Sul da China", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, na segunda-feira, 25.
O chefe da diplomacia afirmou que, pelo contrário, a China está a apoiar os países vizinhos no combate ao vírus. Acusou os Estados Unidos de "politizar as ações da China", além da "óbvia interferência americana em Hong Kong", onde Pequim está a "renovar a lei de segurança".
Rotas comerciais cobiçadas
Vários países da região — China, Brunei, Vietname, Filipinas, Malásia e Taiwan — têm reclamado os seus direitos sobre o Mar do Sul da China, que é uma das rotas comerciais mais cobiçadas.
Mas a superpotência regional que é a China já demarcou alguns pontos do mapa da região como seus, na mira das potenciais novas fontes de petróleo e gás.
Entretanto a força naval dos Estados Unidos na Região — que em março fora obrigada a deslocar-se na direção das Filipinas, devido a um surto de Covid-19 a bordo — a patrulhar o Mar das Filipinas e deve em breve regressar ao Mar do Sul da China.
Fontes: DW.de/SCMP/BBC. Foto da agência oficial Xinua: O maior navio fragata chinês, batizado Liaoning, está pronto para entrar em serviço desde 2016.
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